O artigo que vos trago hoje é sobre participação, em meados de Julho lancei nas redes sociais e por correio eletrónico um questionário sobre hábitos de participação e relação dos cidadãos com a política, a adesão inicial não foi muito forte, mas nos últimos dias de Setembro a mesma explodiu, dando uma amostra que permite extrair à primeira analise algumas conclusões interessantes, no fim do artigo partilho convosco uma versão preliminar da infografia do mesmo.

Antes de passar a apresentar algumas das conclusões do estudo, partilho convosco um comentário muito interessante e que no mínimo pode levar a uma aliciante discussão, que foi colocado no meu facebook quando procurava promover o questionário, em que um amigo escrevia algo como “é interessante num questionário sobre participação teres que pedir para as pessoas participarem”.

Aqueles que responderam ao questionário têm por hábito a participação, pois destes apenas 5% não votaram em eleições nos últimos quatro anos, o que assume mais importância tendo em conta que a abstenção em Portugal por norma na casa dos 50%. Mas os seus hábitos participativos não se esgotam só nas eleições, estes também nos seus tempos de estudante concorreram para ser delegados de turma (42%) e fazem partes de associações sem fins lucrativos (59%), no entanto não participam nas reuniões públicas dos órgãos locais, apenas 10% participam.

Outro dado curioso, essencialmente pela sua característica antagónica, é que a família é o ambiente onde mais se discute política, mas o local de trabalho é o eleito para este tipo de conversas. Acresce ainda, que neste mundo tecnológico, em que as redes socias fazem parte do nosso dia-a-dia, o online é o sítio menos utilizado para discutir política.

Neste estudo ficamos também a saber que na agenda do dia para estes respondentes urge colocar a educação, a segurança e ação social (prometo em breve escrever artigos sobre estes três temas).

Para terminar e não ser maçudo, mais ainda porque têm a infografia para ler de seguida, chamar a vossa atenção, e trazer também para agenda de discussão, o tipo de democracia associado aos programas de participação, ou seja, se os cidadãos apenas devem ser consultados ou se o resultado desta consulta deve ser decisivo, aqui as opiniões dividiram-se, 43% para cada lado, irei nos próximos meses dissertar um pouco sobre outro tipo de democracia participativa, a democracia direta, convido-vos a ficar atentos a este tema.

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Apresentação do PowerPoint

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Valter Bação-Ferreira

CEO – Update Cities

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