Já terminaram os campeonatos seniores de futebol de 11 da 1.ª e da 2.ª distrital da Associação de Futebol de Setúbal.

Começando pela 1.º Divisão Distrital, e, tendo em conta que trata-se de uma prova de 30 jornadas, defendo, inteiramente, que quem ganha é sempre o justo vencedor, nesse sentido está de parabéns o Barreirense, que depois de um início de campeonato meio atabalhoado, soube rectificar o que estava a correr menos bem e conseguiu – graças a um poder de recrutamento inalcançável para grande parte de os clubes do distrital – reforçar o plantel, construindo, assim, uma equipa focada no título. Aproveito, ainda, para dar os parabéns a Pedro Duarte – que estreou-se enquanto treinador alcançando o título – e a toda a estrutura desportiva alvi-rubra.

Em segundo lugar ficou o Amora, com um plantel mais limitado a equipa do concelho do Seixal fez um grande campeonato numa luta ombro a ombro até à penúltima jornada pelo lugar mais alto do pódio. E, nesse sentido, Pedro Amora e os seus pupilos também estão de parabéns.

O Alcochetense fechou o pódio, no entanto para um candidato assumido à luta pela subida de divisão ficou muito aquém do que seria expectável no início do campeonato. Seguiu-se o Alfarim, que voltou a demonstrar que é um dos clubes melhor organizados do distrito de Setúbal a nível do futebol sénior; o Santiago do Cacém, que apesar de ser assumidamente candidato cedo ficou apenas pelas intenções; o Grandolense, que alternou entre resultados que surpreenderam pela positiva e resultados que desapontaram, sobretudo os que acreditavam que a equipa alentejana iria conseguir subir ao pódio; o Banheirense, que à semelhança da época passada fez um campeonato marcado pela tranquilidade e acredito, seriamente, que se não tivessem sido tão fustigados por lesões na parte final do campeonato tinham conseguido subir mais alguns degraus na tabela classificativa; o Comércio Indústria, que surpreendeu tudo e todos na primeira volta da competição, quando semana após semana permanecia em 4.º lugar; o Monte da Caparica, que fez um campeonato regular embora fosse esperado um pouco mais e, em 10.º, o histórico Almada A.C. que com equipa com sérias limitações conseguiu fazer um campeonato sem sobressaltos.

No 11.º posto e em época de estreia ficou o Charneca da Caparica, que depois de um mau início de campeonato teve o mérito de conseguir rectificar e, neste caso, podemos dizer que a mudança técnica deu frutos. Logo atrás, o Beira Mar de Almada que fez um campeonato dentro do que era esperado. Com os mesmos pontos do Beira-mar e em 13.º lugar ficou a outra equipa que subiu na época transacta ao primeiro escalão, o Olímpico do Montijo, que permaneceu sempre perto dos últimos lugares. E, em 14.º lugar, o Sesimbra, que – quer pela sua história, quer pela sua estrutura – ficou aquém das expectativas, tendo, inclusivamente, alcançado a manutenção já muito perto do final do campeonato.

No 15.º posto ficou o Palmelense. Apesar de desde o início a equipa de Palmela parecer ter o destino traçado, a verdade é que o treinador Edu e os seus jogadores nunca deixaram de acreditar, tendo lutado até ao fim e, sobretudo, dignamente pela manutenção e a verdade é que só não conseguiram alcançar os seus objectivos porque infelizmente o GD Fabril desceu de divisão obrigando, assim, esta histórica equipa a cair na 2.º divisão distrital.

Em último lugar ficou o Arrentela, um desfecho previsível tendo em conta as limitações da equipa, mas a verdade é que apesar de estarem desde cedo condenados a ser a lanterna-vermelha da 1.º divisão sempre mantiveram um comportamento irrepreensível em todos os jogos. Resta-me desejar que ambas as equipas consigam resolver os seus problemas e regressar rapidamente à 1.ª Divisão Distrital.

Na 2.ª Divisão Distrital, o título foi para os Pescadores da Caparica, sem dúvida, a melhor equipa e a equipa mais regular do campeonato.

Em 2.º lugar ficou, merecidamente, a ADQC. Para os homens da Quinta do Conde o segundo lugar e a, consequente, subida de divisão foi o concretizar de um sonho que era perseguido há vários anos. Nesse sentido, está de parabéns o grupo, mas em especial o presidente Joaquim Tavares e o treinador Manuel Pinéu pela coragem e persistência que revelaram ao longo dos últimos três anos e pela confiança que depositaram um no outro e que os permitiu, agora, concretizar este grande objectivo. Agora na 1.ª Divisão o desafio é conseguirem que o projecto continue a dar frutos e que as gentes da Quinta do Conde comecem a sentir mais o clube e, consequentemente, a comparecer em maior número no campo ao domingo.

No último lugar do pódio, ficou o Vasco da Gama de Sines, uma equipa que tentou até ao fim regressar à primeira divisão distrital e que viu esse objectivo fugir no último jogo em casa ao não conseguir vencer o seu adversário directo.

Seguiu-se o Paio Pires, que não conseguiu manter a motivação e a garra que aparentava no início do campeonato; o Moitense, que fez um campeonato bastante meritório e a verdade é que no Campo do Juncal poucos passaram sem sentir o sabor amargo da derrota e, nos últimos lugares, o Santo André, o Alcacerense e o Lagameças que fizeram campeonatos bastante modestos.

Sinceramente, acredito que a segunda-fase foi um castigo demasiado pesado para estas últimas três equipas que desejavam, certamente, que o campeonato acabasse o mais rápido possível.

Relativamente à arbitragem, penso que foi feita justiça, porque tanto David Salvador como André Duque mereceram claramente a subida. Já o mesmo não direi de Marco Machado, porque consigo lembrar-me, facilmente, de vários árbitros com muito mais qualidade. Ai estes regulamentos…

 

Para a próxima época cá nos encontramos.

Saudações desportivas,

 

Amândio Jesus

Director desportivo          

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