O PS aprovou em comissão nacional várias moções, entre as quais estavam a eutanásia a prostituição e as drogas leves. Sabendo do habitual curso que tomam todas as causas fracturantes assim que chegadas ao parlamento, não será difícil de adivinhar o desfecho. Pelo argumento de que será impossível parar o consumo de drogas e a prostituição avançam para a legalização, para cúmulo até cobraremos impostos, saindo todos a ganhar com a situação. Ora a displicência é tal, que além de reconhecerem a prostituição e o consumo de drogas leves como sendo coisas más, vão mais longe e pretendem ganhar dinheiro com o mal. Não querendo perder a lógica do titulo, o que pode parar a legalização da prostituição e uma futura hipotética legalização da pedofilia, algo que já é discutido em alguns círculos, ainda que de uma forma discreta. A resposta é simples, a moral.

De uma forma sucinta, a moral é aquilo que define o certo do errado e imediatamente nos leva a uma relação com Deus. E o ponto prende-se aqui, os partidos de esquerda já não se contentam com uma visão laicista do Estado, nem muito menos ateísta. Lutam com tudo o que podem para construir um Estado verdadeiramente anticristão, uma sociedade sem Deus rejeitando por completo os valores do cristianismo que nos têm guiado até aqui. Alguns poderão dizer que surge uma nova moral e uma nova ordem. Mas qual é o ponto da moral e da ordem numa sociedade sem Deus? Perdemos todas as referências Nessa sociedade tudo seria permitido. Ou seja, se tudo não passar desta vida, então isto resume-se a uma mera corrida desenfreada pelo prazer, procurando-o no máximo de experiências possíveis de fazer face à minha realidade. A partir daqui tudo será possível, não existem limites. Por isso, ontem foi o aborto, a adopção de crianças por casais homossexuais, hoje é a eutanásia, a prostituição, as drogas leves, amanhã poderá perfeitamente ser o infanticídio, a pedofilia, a zoofilia…
Se pegarmos na questão da pedofilia o argumento até pode ser o mesmo. Será algo que nunca deixará de existir, da mesma forma que a IVG, a prostituição e o consumo de drogas leves nunca deixarão, como tal, em vez de a combatermos vamos dar permissão, porque pela sua lógica será sempre melhor ser feito com o controlo do Estado. Certamente que alguém já deve ter igualmente pensado em maneiras de ganhar dinheiro com isto. Pressupondo de uma forma inocente que todos ainda consideramos a pedofilia um dos crimes mais bárbaros que se pode infligir a outro ser humano, apesar de estar sempre à espera da capacidade de surpreender das esquerdas radicais nestas questões. Quem poderia impedir a sua hipotética legalização em Portugal? A moral, contudo esta não prevaleceu quando todas as outras formas de ataque à dignidade da vida humana foram aprovadas, ou prevaleceu? A posição da esquerda é claríssima, o Estado não pode determinar o que é certo do errado porque vai contra a liberdade individual do cidadão.
O PS ao aprovar estas moções sabe perfeitamente que a prostituição consiste num atentado atroz à dignidade humana e que muitos sujeitam-se a isso por se virem na mais precária das situações. Sabe que ao legalizar as drogas leves as crianças de 13, 14 e 15 anos ficarão ainda mais expostas a estas substâncias do que já estavam anteriormente. Está ciente do aumento dos surtos psicóticos, de todas as novas as doenças mentais que surgem do consumo delas, do perigo da viciação e de que as drogas leves são uma porta para as pesadas. Não obstante, defende que devemos ser coniventes com a situação e que tentemos tirar do mal um “bem”, ao ponto de fazermos dinheiro. Esta direcção do PS, o Bloco de Esquerda e a CDU desistiram da humanidade e arrastam todos para a condição miserável das suas ideologias.

 

Porque um Estado sem moral não é um Estado, é uma selva!
José Maria Matias

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