Na semana em que o Ministro da Cultura visita o Barreiro 

 

Esta sexta-feira, 29 de Junho, a partir das 17h, com visita guiada por Pacheco Pereira pela exposição, debate-se O Que Faz falta é Agitar a Malta, no Museu Industrial Baía do Tejo no Barreiro. 

Os cartazes espontâneos que são a base da exposição surgem “Como expressões de protesto e resistência e representam a contribuição do cidadão comum, muitas vezes anónimo, para a vida política e democrática, constituindo-se como documentos de uma história do povo, a ser escrita também a partir deles.”

O Que Faz falta é Agitar a Malta é verso de uma canção de intervenção de Zeca Afonso, um dos muitos que se podem ler nos cartazes produzidos pelo colectivo As Toupeiras para homenagear a memória da Revolução de Abril, convocando histórias, personagens e o entusiasmo de tantas outras revoluções que ambicionaram mudar o mundo. Emergindo como as toupeiras, malta agitada tem-se movido contra a austeridade, a desigualdade, a exploração petrolífera, o assédio sexual ou os trágicos incêndios do último verão. E isso faz muita falta.” — José Pacheco Pereira e Helena Sofia Silva, curadores

Este debate acontece na semana em que o Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, visitou esta a exposição de Pacheco Pereira e de Helena Sofia Silva no espaço Ephemera, no Parque Empresarial da Baía do Tejo no Barreiro.

A aguardar o ministro estava o Presidente do Conselho de Administração da Baía do Tejo, Jacinto Pereira, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Rosa, a Vereadora responsável pela Cultura, Sara Ferreira, e representantes de algumas associações e entidades que assumem papel significativo na dinamização cultural do Barreiro e de toda a região.

Entre estas contavam-se a ADAO, Associação Desenvolvimento Artes e Ofícios, a Out.ra, responsável pelo festival Out.Fest, a Hey Pachuco representada por Carlos Ramos e responsável pelo Barreiro Rocks e o Vhils Studio, sediado no parque empresarial do Barreiro e representado pelo próprio Vhils.

A visita à inovadora exposição de cartazes espontâneos do arquivo de Pacheco Pereira, permitiu ao Ministro da Cultura contactar com alguns dos ícones da cultura desta região e visitar alguns pontos do núcleo museológico e arquitetónico que têm vindo a ser valorizados pela Baía do Tejo, entre estes, o Bairro Operário, a Torre do Relógio, a Rua da União e o mural de Alexandre Farto, Aka Vhils, que recebeu a visita de toda a comitiva.

Nesta visita ficou o testemunho da dinâmica cultural do Barreiro e a confirmação do cluster de indústrias que a Baía do Tejo tem vindo a consolidar nos seus parques empresariais, da parte de Luís Filipe Castro Mendes ficou a promessa de voltar ao território para outras iniciativas que se avizinham.

programa completo

17:00h Visita guiada à exposição 

pelos curadores, José Pacheco Pereira e Helena Sofia Silva

local Rua 48, Armazém 3, Baía do Tejo/Parque Empresarial do Barreiro

goo.gl/maps/LjXtEiFA9cU2

18:00h Conversa em torno da exposição 

com os oradores:

Piedade Gralha, Colectivo As Toupeiras

Frederico Duarte, Curador e Crítico de Design

Heitor Alvelos, Director ID+/Laboratório para os Media Inesperados (U.Porto) 

José Bártolo, Director Científico esad—idea, Investigação em Design e Arte

… e os moderadores, 

José Pacheco Pereira

Helena Sofia Silva

local Auditório do Museu Industrial da Baía do Tejo/Parque Empresarial do Barreiro.

goo.gl/maps/66o5HFnLrhL2

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