O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses – Direção Regional de Setúbal, em nota enviada aos órgãos de comunicação social, denuncia que o Hospital do Barreiro, integrado no Centro Hospitalar Barreiro Montijo fechou “mais uma vez” as portas do serviço de urgência devido à “sobrelotação”.

Para o sindicato esta situação é uma consequência direta da “imposição do Ministro Paulo Macedo, de redução do número de camas no CHBM, agravada pela carência de enfermeiros no SU”.

“Lamentável neste processo é a inoperância do Conselho de Administração do CHBM, que ameaça despedir os enfermeiros subcontratados, quando devia providenciar a sua imediata contratação com vínculo estável, atendendo a que são imprescindíveis nos Serviços onde se encontram atualmente”, acentua o sindicato dos enfermeiros.

 

Leia a nota na íntegra:

“Urgência do Barreiro em rutura!

No dia 29 de setembro, o Serviço de Urgência (SU) do Hospital do Barreiro, integrado no Centro Hospitalar Barreiro Montijo E.P.E (CHBM), excedeu mais uma vez a sua capacidade de resposta às necessidades de internamento da população e recusou internar doentes, assumindo a sua incapacidade de receber mais utentes devido a sobrelotação e, mais uma vez, fechou portas!

Esta situação caótica mantém-se, devido à incapacidade de internamento de mais utentes, decorrente da imposição do Ministro Paulo Macedo, de redução do número de camas no CHBM, agravada pela carência de enfermeiros no SU.

Lamentável neste processo é a inoperância do Conselho de Administração do CHBM, que ameaça despedir os enfermeiros subcontratados, quando devia providenciar a sua imediata contratação com vínculo estável, atendendo a que são imprescindíveis nos Serviços onde se encontram atualmente.

Há vários meses que os enfermeiros do SU vêm denunciando a falta de enfermeiros e a incapacidade de assegurar turnos de 16 horas consecutivas por períodos que chegam a ultrapassar os 15 dias, estando muitos à beira da exaustão.

A elevada afluência de doentes e a gestão irrefletida de recursos humanos, designadamente, de enfermeiros, colocam os utentes e profissionais em risco.

Esta situação caótica é perfeitamente evitável, através do necessário reforço da equipa de enfermagem, designadamente do SU, mas também dos restantes Serviços, assim como o adequado reforço de camas, evitando-se o amontoado de macas que se tem verificado.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses vem por este meio denunciar e manifestar o seu total repúdio, pelo desrespeito pelas mais elementares regras de segurança dos cuidados e das condições de trabalho, que existem atualmente no CHBM e particularmente no SU.”

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