O CAIES – Centro de Apoio à Incubação de Empresas de Sesimbra, localizado na antiga escola básica de Santana, foi inaugurado no dia 25 de abril, e foi um dos pontos altos das comemorações da Revolução dos Cravos no concelho. A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, da vice-presidente da Câmara Municipal, Felícia Costa, da presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, Odete Graça, do presidente da Junta de Freguesia do Castelo, Francisco Jesus, do delegado regional da Península de Setúbal da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Manuel Meireles, da coordenadora do Gabinete de Apoio às Pescas, Ruralidade e Empresário, Maria Manuel Gomes, e de representantes de várias entidades do concelho.

 

O presidente da Câmara Municipal, um dos grandes impulsionadores do centro, lembrou que o projeto foi sempre crescendo desde o momento em que foi pensado, em janeiro de 2014. «Começámos com uma pequena parte e depois fomos aumentando, aproveitando as sinergias que foram aparecendo, o que foi muito importante para chegarmos ao projeto atual», referiu. «É um orgulho termos conseguido chegar até aqui e podermos disponibilizar este espaço aos sesimbrenses», completou. Incentivar o surgimento de novas indústrias criativas e inovadoras e estimular o empreendedorismo no concelho de Sesimbra são os principais objetivos do equipamento, cujas obras foram garantidas pelo orçamento municipal.

 

Segundo a vice-presidente, o CAIES é um bom exemplo da recuperação do património que a autarquia tem vindo a fazer. «Era uma escola velha e desativada, mas em boa hora o senhor presidente e este executivo tomaram a decisão de lhe dar o uso de ser utilizado pela comunidade», afirmou. «Acredito que este espaço vai ter um enorme sucesso e será muito procurado, pois pelo que sei já há vários interessados», adiantou, acrescentando que «vai ajudar a criar novas empresas e apoiar as já existentes, reforçando o papel da autarquia como facilitador e mediador, para que o tecido empresarial do concelho possa crescer de uma forma sustentável e com qualidade».

 

Felícia Costa terminou agradecendo à Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, à Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal e ao Centro de Formação Profissional de Artesanato. «Parceiros que a autarquia tem vindo a trabalhar e sem os quais todo este caminho percorrido teria sido muito mais complicado e nem sempre coroado com sucesso», concluiu.

 

A coordenadora do Gabinete de Apoio às Pescas, Ruralidade e Empresário, Maria Manuel Gomes, deu a conhecer o processo de criação do espaço e como foi evoluindo ao longo dos últimos três anos. «Este projeto foi acompanhando as mudanças conjunturais que foram acontecendo e tivemos o cuidado de ir percebendo o que é que o público do gabinete pretendia de um espaço destes porque foram eles também que nos foram dando os inputs necessários para ser criado», revelou, deixando também um agradecimento a todos os funcionários da autarquia e às várias empresas do concelho que participaram no processo de recuperação do espaço.

 

A inauguração terminou com uma visita ao centro pela coordenadora do Gabinete de Apoio ao Empresário, Pescas e Ruralidade, que adiantou ainda que os interessados em candidatar-se aos espaços disponíveis poderão fazê-lo a partir do dia 2 de maio.

 

Para além de uma sala de formação para 40 formandos, uma horta experimental para apoio às formações, um recinto destinado à promoção de eventos, estacionamento e zona de lazer exterior com rede WI-FI, o centro é constituído por uma cozinha equipada, oficina criativa, seis gabinetes individuais e sala de reuniões com capacidade para oito pessoas, espaços que estarão disponíveis para empresas do concelho formalmente constituídas há menos de dois anos, ou que estejam em processo de constituição legal.

 

A prioridade, no entanto, será dada a projetos inovadores, pequenos negócios que estejam a dar os primeiros passos, jovens qualificados e empresas das áreas da inovação, turismo, design, ambiente, arquitetura, tecnologias e artes. Os alugueres poderão ser diários, semanais ou mensais, tendo um período de ocupação máximo de três meses. As salas de formação e reuniões poderão também ser alugadas por períodos curtos (de uma hora até um dia). Os preços variam consoante o período, e se se trata de fim de semana ou semana.

 

Atualmente, o edifício do CAIES acolhe também o Gabinete de Apoio ao Empresário e os Gabinetes de Apoio às Pescas e Ruralidade da Câmara Municipal, serviços que estão diretamente ligados ao apoio aos empresários locais dos vários ramos de atividade, e que funcionavam na Rua da Cruz, na vila de Sesimbra.

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