Paredes digitais, elevadores panorâmicos com ecrãs LED, nos quais é possível aceder a passatempos e trocar fotografias e mensagens, e mesas de restauração que funcionam, simultaneamente, como tabletes gigantes são alguns dos aspetos que tornam o Alegro Setúbal, o primeiro “shopping” do concelho e o único a inaugurar no país nos últimos dois anos, um inequívoco centro comercial de última geração.

Com inauguração marcada para o dia 11 de novembro e abertura ao público no dia 12, o projeto da Immochan representa um investimento de 110 milhões de euros, que irá criar 1000 postos de trabalho diretos e 500 indiretos.

O Alegro Setúbal tem três pisos, nove salas de cinema, entre elas uma com tecnologia IMAX, uma Experience Box, um health club – Fitness Hut, um Playground Infantil com interações digitais para crianças, 115 lojas, das quais nove são âncoras – ou seja lojas com uma dimensão aproximada dos dois mil metros quadrados – nomeadamente a Mango, com a primeira megastore em Portugal, a segunda maior H&M do país, FNAC, Lefties, Zara.

Ao nível da restauração, que a poente encontra-se voltada para a serra da Arrábida, o novo “shopping” de Setúbal conta com três ambientes de restauração diferentes: uma zona para famílias, que está, inclusivamente, equipada com micro-ondas; uma zona para jovens, mais descontraída e com um espírito mais lounge; e um ambiente “gourmet digital”, que promete fazer as delícias dos amantes da tecnologia, uma vez que as mesas são, simultaneamente, tabletes gigantes, nas quais os clientes podem navegar, livremente, na Internet.

Em relação ao mobiliário, a Alegro Setúbal apostou no selo português, todas as peças foram criadas em exclusivo para o centro comercial pelo designer português Pedro Gomes e fabricadas na indústria nacional.

Mário Costa, diretor geral da Immochan explicou aos jornalistas, durante a visita às obras do centro comercial, que a construção do novo centro alicerçou-se no desejo de que este fosse “um centro comercial muito virado para o exterior, com muitos terraços e jardins”, distanciando-se, claramente, dos centros comerciais, tradicionalmente, fechados. Nesse sentido, foi criado um terraço jardinado, com 220 lugares sentados, onde é possível encontrar ambientes diferenciadores adaptados não só aos diferentes estilos de vida dos clientes, como também ao próprio clima, deste modo os visitantes poderão encontrar no terraço uma área mais tradicional, um lounge de verão, numa das pontas, e um terraço de inverno voltado para o Castelo de Palmela. E, numa das entradas principais, um jardim, rodeado de fontes luminosas, onde estarão plantadas diversas espécies vegetais, nomeadamente plantas e árvores, que fazem parte da região, particularmente da Arrábida. No jardim será ainda possível ter acesso a um conjunto de máquinas de treino e a um campo de jogos, que permite a prática de diversas modalidades, designadamente o andebol e o basquetebol e que será animado pelo Health Club.

“Este é um projeto há muito esperado para a cidade, que pretende modificar aquela que é a relação-tipo entre a população e o centro comercial, uma vez que o Alegro Setúbal dispõe de novas e diferentes valências na área da cultura, do entretenimento e do desporto. Conforto, bem-estar e entretenimento são os eixos principais deste centro”, salientou o diretor geral da Immochan.

Mário Costa acredita que o “impacto na cidade de Setúbal será muito grande” e que permitirá, consequentemente, revitalizar o concelho, fixar a população local e atrair pessoas de fora de Setúbal. “Queremos reviver com a inauguração do Alegro, aquilo que o Jumbo e a Galeria do Jumbo fizeram em 1992, quando conseguiram atrair pessoas do sul de Portugal para Setúbal”, confidenciou.

O facto de não existir nenhuma superfície comercial moderna na região, particularmente a sul de Setúbal, excetuando no Algarve, faz com que o responsável da Immochan não tenha dúvidas de que este é um projeto “seguríssimo”.

Com uma área de construção de 44 mil2, o Alegro Setúbal apresenta 27 mil2 de área locável, dos quais 96% já se encontram comercializados e 4% em negociações avançadas. Mário Costa explicou que em relação ao projeto inicial “houve um aumento de área de cinco mil metros quadrados”, uma vez que quando começaram a comercializar receberam “pedidos de algumas marcas” inesperados, nomeadamente pela grande área solicitada.

Durante a construção, a imobiliária comercial do Grupo Auchan Portugal, Immochan, e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) assinaram um protocolo, através do qual o IEFP de Setúbal disponibilizou-se a analisar, tipificar e categorizar os currículos que o Alegro Setúbal recebeu até ao momento, criando uma bolsa de emprego qualificada e categorizada de onde sairão os 1500 colaboradores da nova estrutura comercial.

A localização do Alegro, na principal entrada da cidade vindo da A2, permitiu a requalificação urbanística e paisagística da zona envolvente, tornando, deste modo, a entrada da cidade mais agradável. De acordo com Mário Costa, para além das novas vias, a rede de transportes públicos foi adaptada de forma a servir, eficientemente, o Alegro Setúbal e serão construídas até à inauguração ciclovias.

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