“Hoje é um dia que marcará, necessariamente, a vida do IPS e da região”, afirmou o presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Pedro Dominguinhos, na cerimónia de assinatura do Protocolo de Redes de Escolas Profissionais e Secundárias da Península de Setúbal e Litoral Alentejano que visa a criação de uma rede de ensino profissional para a região, de forma a construir uma fileira formativa desde o nível 4 até ao nível 6, destacando que “com mais este passo” o IPS construirá “uma região mais qualificada e próspera”.

Os cursos superiores de curta duração vão avançar já no próximo ano letivo no Instituto Politécnico de Setúbal. As formações terão a duração de dois anos, dão direito a um diploma, mas sem grau académico e o enfoque será predominantemente profissionalizante.

Pedro Dominguinhos acredita que os novos cursos Técnicos Superiores Profissionais “abrem uma nova possibilidade formativa para os estudantes e, simultaneamente, respondem às necessidades das empresas e das organizações”. De acordo com o responsável do IPS, os cursos terão obrigatoriamente uma componente de formação geral e científica, uma de formação técnica e outra de formação em contexto de trabalho, através de um estágio obrigatório com uma duração não inferior a um semestre e permitirão formar, consequentemente, “técnicos altamente qualificados”.

“Os novos cursos permitem aumentar a sustentabilidade da instituição, a igualdade de oportunidades dos jovens e aumentar a qualificação da população ativa”, destacou o presidente da instituição sadina.

O Instituto Politécnico de Setúbal apresentou 19 propostas de formação relativas ao ano letivo 2015-2016 que serão analisadas pela Direção Geral do Ensino Superior (DGES), 16 na área das tecnologias, uma na produção audiovisual, uma na área de apoio à família e, ainda, um curso de gestão de organizações sociais realizado em parceria com o Instituto Politécnico de Beja.

O presidente do Instituto Politécnico de Setúbal adiantou ainda que o contato estreito com as empresas da região permitiu a angariação de “cerca de 500 estágios e a celebração de protocolos com quase duas centenas de organizações”.

O Secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, explicou que os cursos superiores de curta duração visam “responder às necessidades da sociedade, do mundo do trabalho e dos jovens que aspiram chegar ao ensino superior”, na essência os cursos são “um impulso novo para um perfil formativo novo” e “uma aposta segura”.

“O objetivo destes protocolos é justamente ‘amarrar’ as escolas e as empresas, de forma a que os politécnicos conheçam melhor as reais necessidades das empresas e façam, consequentemente, a ligação entre as escolas e o mercado do trabalho impedindo que se perca tantos jovens nessa passagem”, sublinhou o José Ferreira Gomes, acrescentando, que segundo os dados que dispõe, “40% dos jovens que estão, atualmente, a frequentar escolas profissionais pretendem continuar os estudos que representam no imediato um público-alvo de 10 mil alunos que irá crescer, seguramente, nos próximos anos”.

António de Melo Pires, presidente do Conselho Geral, classificou a assinatura do protocolo como “um dia histórico para o Instituto Politécnico de Setúbal, para a região e, no sentido lato, para o país”.

O presidente do Conselho Geral citou ainda um estudo recentemente publicado em Espanha, denominado “50 anos de Fracasso Educativo”, que revela que mais um ano de escolaridade representa em Espanha mais 30% de rendimento pessoal, mais 10% de produtividade e menos 6% de desemprego, realçando deste modo a importância dos cursos de curta duração.

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