18_AS614_9767.jpgA Câmara Municipal do Seixal e a população do concelho têm exigido a descontaminação dos solos decorrentes da atividade industrial junto dos sucessivos governos. Este tem sido um processo demasiado longo e moroso, no entanto regista-se como positivo o início dos trabalhos de remoção de 21 500 toneladas de lamas da aciaria e de 30 250 toneladas de pós de goela que se encontram depositados acima da cota de terreno no Parque Empresarial do Seixal. Estes resíduos serão removidos, carregados e encaminhados nas condições legalmente previstas, para o Centro Integrado de Recuperação Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos, propriedade da entidade executante EGEO/SISAV. Esta ação surge no âmbito de uma candidatura aprovada pelo POSEUR no valor de 8.7 milhões de euros e prevê-se que a intervenção tenha a duração de seis meses. Até ao momento já foram removidas cerca de 6 000 toneladas de lamas da aciaria.

Durante a tarde de hoje, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins teve oportunidade de visitar os trabalhos em curso, tendo estado também presente nesta visita o vice-presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Tavares. Sobre o assunto, o autarca referiu que se trata de um “passo muito importante para o concelho, que ficará desta forma ambientalmente mais saudável e liberto de materiais provenientes da atividade industrial”. Joaquim Tavares lembrou no entanto que “existem no concelho outros passivos ambientais que não podem ser esquecidos, entre os quais as lagoas de hidrocarbonetos e a Lagoa da Palmeira, pelo que estamos a trabalhar em conjunto com a Baía do Tejo para avaliarmos as soluções que possam existir no quadro das candidaturas disponíveis para este efeito. Para o município a qualidade ambiental é de extrema importância, pois significa melhores condições de vida para as nossas populações, pelo que continuaremos a alertar o Governo para estas e outras questões que precisamos ver resolvidas o quanto antes, como são exemplo o reforço da rede de monitorização da qualidade do ar ou o desassoreamento da Baía do Seixal”.

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