Lisbon South Bay é o novo nome adotado para os territórios de Almada, Seixal e Barreiro geridos pela Baía do Tejo, empresa pública do universo Parpública, e integrados no Arco Ribeirinho Sul. A nova designação, em língua inglesa, pretende promover e exportar os territórios da margem sul do Tejo como “região de referência”, um, verdadeiro, “polo de atração comum para visitantes e investidores nacionais e internacionais”.

A empresa Baía do Tejo, juntamente com os municípios de Almada, Barreiro e Seixal, lançaram esta quinta-feira um plano de marketing territorial que promoverá as zonas industriais da Margueira, em Almada, da Siderurgia, no Seixal, e da Quimiparque, no Barreiro.

“O projeto Arco Ribeirinho Sul está vivo e de muita saúde. Tem uma nova dinâmica, uma nova realidade, mas está a caminhar em frente”, disse Jacinto Pereira, presidente da Baía do Tejo, entidade responsável pela promoção do Arco Ribeirinho Sul.

“Acreditamos que a criação de uma identidade própria, de uma marca, de um naming identificador e caracterizador de toda a região poderá confirmar-se como um fator distintivo e vai, decisivamente, potenciar e facilitar a sinalização destes ativos nos mais diversos contextos”, explicou o responsável da Baía do Tejo, enaltecendo que o principal objetivo do Lisbon South Bay é “atrair investimento, criar emprego e criar condições para o desenvolvimento económico destes territórios e, consequentemente, da região”.

Jacinto Pereira salientou que o nome Lisboa South Bay é importante para que todos os investidores estrangeiros percebam de imediato a localização dos territórios, confirmando que está prevista a participação da nova marca em diversos fóruns internacionais.

Já Joaquim Judas, presidente da Câmara Municipal de Almada, garantiu que não teme qualquer falta de identificação das populações destes concelhos com o nome em inglês. “Isto está como o Paracetamol para o Ben-u-ron, o Arco Ribeirinho Sul será sempre o nosso paracetamol”, esclareceu, em tom de brincadeira, o autarca almadense.

O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, explicou que este é mais um passo para potenciar os três concelhos localizados a sul do Tejo.

“O projeto pretende dar força à estratégia que queremos para o futuro, uma estratégia que pretende potenciar os territórios, promovê-los, requalificá-los, dar-lhes sustentabilidade ambiental, aproveitando a frente de rio”, referiu o edil do Barreiro, afiançando que “estes três territórios possuem características únicas a nível nacional para o processo de reindustrialização”.

“É preciso convencer as pessoas que nós não estamos a defender o que é melhor para os territórios de Almada, do Seixal e do Barreiro, mas sim o que é melhor para o país”, realçou Carlos Humberto.

Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal, não escondeu o entusiasmo em relação ao novo plano de promoção. “A margem sul do Tejo durante muitos anos esteve afastada do foco que veria ter em termos de desenvolvimento, esperamos que agora passe a ser vista não como um deserto, como se dizia há uns anos, mas como um oásis de produção nacional”.

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