Mais de meio milhar de pessoas encheram o pavilhão do Clube Naval Setubalense no jantar de evocação do Comício de 7 de Março de 1975, recordando os acontecimentos ocorridos nessa data.

Esta iniciativa assinalou o primeiro comício político do PPD na capital de distrito, em 7 de Março de 1975, que acabou em violência provocada pelos manifestantes de Esquerda, que invadiram o pavilhão e impediram a realização do mesmo.

A reacção da polícia e dos contra-manifestantes transformaram as ruas perto do Clube Naval Setubalense e parte da Av. Luísa Todi num palco de grande violência, com vários feridos e a morte de um jovem que vinha a sair do cinema Salão Recreio do Povo. Zeca Afonso, em solidariedade com as vítimas e as suas famílias, editou um disco com a música “Foi na cidade do Sado”. Nesse comício estavam previstas as intervenções de Magalhães Mota, José Casimiro Cobra, António Faria e Paulo Valdez.

O ex-líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, enalteceu a história do partido e o trabalho desenvolvido em prol do país e dos portugueses.

“Leiam a história do PSD. Lendo a história do PSD percebem que não se vão ver livres do PSD, nem hoje nem nunca mais. Isto vai passando de geração em geração. Nós somos invencíveis”, sublinhou.

Para o vice-presidente do PSD, Carlos Carreiras, a evocação do comício de 7 de Março é a “comemoração de uma festa da liberdade sobre o medo. O PSD sempre nos habituou desde o tempo do PPD que são as lutas fortes, as lutas difíceis, que nós gostamos de chamar para o nosso lado”.

O presidente da Distrital de Setúbal do PSD, Bruno Vitorino, agradeceu a todos os militantes fundadores, a “coragem, determinação e convicção”.

“Na altura ninguém dava a cara pelo PSD do Distrito de Setúbal por lugares, ninguém esperava benesses ou mordomias, na altura era tudo por convicção”, acrescentou.

O coordenador da Comissão Coordenadora Distrital para as comemorações dos 40 anos do PSD e vice-presidente da Distrital, Paulo Ribeiro, realçou o papel do PSD desde a sua fundação, destacando a “História e Memória” de um partido de “causas, que teve e tem um papel determinante na vida política em Portugal”.

“Há 40 anos atrás, tal como agora, a esquerda radical com a sua intolerância tentou condicionar-nos e a todos os que pensam de maneira diferente. Na época era através da violência. Hoje as armas são outras, mas tal como há 40 anos, não nos deixamos, nem deixaremos condicionar. Por isso aqui estamos hoje, em liberdade e em democracia, com respeito pelos que não pensam como nós, mas com orgulho neste 40 anos de história e com o que fizemos por Portugal e pelos Portugueses”, lembrou.

Foram ainda homenageados os antigos presidentes da distrital de Setúbal, bem como os militantes social-democratas mais antigos do distrito, recordando também a sua luta contra a ditadura que a esquerda queria impor no país.

As centenas de militantes e simpatizantes que encheram por completo o pavilhão do Clube Naval Setubalense demonstraram uma vez mais a pujança e a força da implantação do PSD no distrito de Setúbal.

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