“Se você não conhece a história, nada conhece. É como uma folha que não sabe que é parte de uma árvore” (Michael Crichton)

 

Segundo os achados pré-históricos, crê-se que desde a antiguidade a acupuntura (acupunctura deriva do latim “acus” – agulha, “puncture” – punção) é utilizada para fins terapêuticos. Existem vestígios datados de 8000 e 3000 anos AC que mostram a existência de agulhas feitas de pedra e pedras pontiagudas, que teriam sido utilizadas para fins terapêuticos.

Entre 770 AC e 220 DC, devido à proibição que vigorava e que impedia que se “abrisse” o corpo humano, a acupunctura assumiu um papel importante, assistindo-se a um enorme desenvolvimento da sua prática.

No séc. XVII missionários portugueses, após visita à China, introduziram a técnica da acupuntura na Medicina Ocidental. Foi Jason de Bondt, cirurgião holandês, quem a utilizou pela primeira vez na Europa, com fins terapêuticos.

Desde os anos 70 que a Organização Mundial de Saúde se interessa por perceber os benefícios da acupuntura, tendo apoiado diversos estudos. Nos anos 90, verificando os benefícios desta prática, dá início a diversas medidas de apoio e encorajamento para que os países integrem nos seus sistemas de saúde a Medicina Tradicional Chinesa.

Portugal faz história, com o reconhecimento das Terapêuticas Não Convencionais em 2003, pela Lei 45/2003. No entanto, foram necessários mais dez anos para que fosse regulado o acesso às profissões de Medicina Tradicional Chinesa, Acupuntura, Fitoterapia Homeopatia, Naturopatia, Osteopatia e Quiropraxia. Em 2014 foram publicados os conteúdos funcionais de cada uma das profissões e em 2015 sai a publicação dos ciclos de estudos para os Cursos de Licenciatura em Acupuntura, Fitoterapia, Naturopatia, Osteopatia e Quiropraxia.

São passos de gigante, num caminho ainda longo, sob o olhar atento de muitos países do mundo ocidental que aguardam com espectativa os resultados da iniciativa portuguesa.

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