A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, deslocou-se à APSS [16 de janeiro] para apresentar a “Estratégia para o aumento da Competitividade Portuária 2017/2026” para o Porto de Setúbal. Na sessão, onde intervieram a Presidente da Câmara de Setúbal, Maria das dores Meira, e a Presidente do CA da APSS, Lídia Sequeira, foram divulgadas e debatidas, perante mais de uma centena de participantes, as principais linhas estratégicas que irão delinear o Futuro do Porto de Setúbal.

 

Ana Paula Vitorino referiu que a “Estratégia para o aumento da Competitividade Portuária” a nível nacional tem como principais objetivos promover o crescimento económico; criar mais emprego, captar mais investimento, quer nacional, quer internacional; aumentar a movimentação de carga; criar condições para o abastecimento, nos portos nacionais, de navios movidos a Gás Natural Liquefeito; aumentar a exploração da aquicultura; desenvolver a náutica de recreio e as atividades complementares, como a reparação e construção de embarcações, em sintonia com os municípios onde os portos estão implantados.

 

Para o Porto de Setúbal, no período indicado, projetou um crescimento de 60%, para o qual contribuirão os investimentos na melhoria das acessibilidades marítimas (25,2 milhões de euros) e das acessibilidades ferroviárias (5,5 milhões de euros). A par destes e outros investimentos, destacou a sintonia existente entre Governo, APSS e CMS para a construção de uma nova marina em Setúbal.

 

Por sua vez, Maria das Dores Meira, salientou o clima de bom entendimento existente relativamente à construção da marina, que considera ser compatível com os planos de desenvolvimento do Porto de Setúbal e de enorme importância quer para a requalificação da zona ribeirinha da cidade, quer para toda a região. Nesse sentido, garantiu estarem a ser desenvolvidos esforços para a elaboração de um novo plano de pormenor da zona ribeirinha e a disponibilidade da autarquia para cooperar com o Governo e o Porto de Setúbal na concretização deste objetivo.

 

A apresentação, mais em pormenor, da estratégia que vai delinear o Futuro do Porto de Setúbal, foi divulgada por Lídia Sequeira que, antes, começou por reforçar a ideia de que “o porto não consegue viver sem a cidade e sem estar plenamente inserido nela”, relembrando que a parceria com a autarquia proporciona a realização de muitas iniciativas conjuntas, como a Semana do Mar, que atrai milhares de pessoas à cidade.

 

Sobre o projeto de “Melhoria dos acessos marítimos ao Porto de Setúbal”, deu a conhecer que os trabalhos irão arrancar previsivelmente ainda em 2017, neste momento, encontra-se em avaliação na APA (Agência Portuguesa do Ambiente). Trata-se de um investimento de 25,2 milhões de euros (50% investimento público e 50% investimento comunitário), que vai numa primeira fase aprofundar os canais de acesso da barra e área central do porto a – 15 m(ZH) e o canal Norte e Bacia de Manobra a -13,5 m(ZH) e permitir a receção de navios de 3 000 a 4 000 TEU. A deposição de dragados, a nascente do Terminal Ro-Ro Coelho da Mota/Autoeuropa, irá possibilitar no futuro mais 18 ha de terrapleno.

 

A “Melhoria do acesso ferroviário à Zona Central do Porto de Setúbal”, um investimento de cerca de 5,5 milhões de euros da APSS, visa aumentar a capacidade de receção e expedição de comboios, de 9 diários em cada sentido para 15, sem necessidade de manobra sobre o Ramal Ferroviário do Porto de Setúbal e a realização de todos os comboios em tração elétrica.

 

O projeto de “Modernização do Sistema VTS”, investimento de 500 mil euros da APSS, vai melhorar as condições de segurança e a eficiência da navegação, com a modernização do equipamento, promovendo a troca de dados automática entre as interfaces da JUPII e SIG. Ainda relacionado com a eficiência e a operacionalidade do apoio à navegação referiu o início do processo de aquisição de uma nova lancha de pilotagem.

Por fim, a continuidade do projeto JUP/JUL, um investimento por parte da APSS de 750 mil euros, num projeto conjunto das AP de 5 milhões de euros, mostra-se essencial para a modernização do porto e para a simplificação de procedimentos, bem como, para a harmonização dos sistemas de informação portuária existentes, com disponibilidade até 24 horas por dia, 7 dias da semana, em função das necessidades aplicacionais.

 

 

 

 

 

 

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