O presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, informou ontem, dia 4 de março, em reunião de câmara, que esteve em audiência, em Belém, com o Primeiro-Ministro António Costa, o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos.

   Em declaração, o presidente da câmara disse ter estado na reunião com objetivo claro de defesa do aeroporto do Montijo, afirmando que “é uma decisão histórica com fundamento estratégico, económico e de coesão social” e “uma oportunidade única para a internacionalização da economia, para a coesão do Arco Ribeirinho Sul e da Península de Setúbal, para concretizar a ambicionada cidade das duas margens”.

   “Um novo aeroporto no Montijo será certamente um investimento estratégico para recentrar a geografia económica da Área Metropolitana de Lisboa, de tal forma que permite um planeamento com base em políticas públicas de desenvolvimento sustentável e, por essa via, podemos defender melhor os recursos naturais e o ambiente” reiterou  o autarca, sublinhando que o nova estrutura é “o maior investimento da última década previsto para o país e, neste caso, para a Península de Setúbal.”

   Nuno Canta relembrou que a BA6 foi escolhida por ser uma localização viável do ponto de vista do interesse nacional, do ponto de vista da estratégia do país, da geografia e da economia e também, agora, com a licença ambiental, podemos acrescentar o ambiente”.

   As vantagens do novo aeroporto são claras defendeu o autarca: “originará efeitos positivos na demografia, no emprego, na competitividade, na internacionalização, na atracão de investimento, na promoção do turismo, dos transportes públicos e na qualidade de vida das pessoas.”

   O presidente concluiu a sua intervenção, afirmando que transmitiu ao Primeiro-Ministro que “apesar de respeitar a opção política dos autarcas que se opõem ao novo aeroporto, discordamos, em absoluto, dessa posição contra os investimentos no nosso concelho e na nossa região”, apelando ao “bom senso político de todos, ao sentido do interesse nacional e das populações”.

Fonte:CMMontijo