O deputado do CDS-PP Nuno Magalhães voltou a questionar o Governo sobre a preservação do antigo Posto Médico da CUF, no Barreiro.

 

No dia 20 de fevereiro p.p., o deputado do CDS-PP questionou o Ministério da Cultura e a Câmara Municipal do Barreiro sobre a disponibilidade para preservar o antigo Posto Médico da CUF.

 

Nuno Magalhães queria saber quais as reais possibilidades de preservação do edifício, nomeadamente através da sua musealização (a par com a Casa Alfredo da Silva) e consequente integração no roteiro para a interpretação do património industrial em todo o antigo complexo industrial, e, ainda, que tipo de apoios tem o Ministério da Cultura disponíveis para este tipo de projetos.

 

Já à autarquia do Barreiro, e para além das questões anteriores, o deputado questionava também que medidas já tinham sido tomadas pela autarquia no sentido de analisar todos os apoios disponíveis para este tipo de projetos.

 

Apesar do disposto no artigo 156.º, alínea d) da Constituição, e as normas regimentais aplicáveis, nomeadamente o artigo 229.º do Regimento da Assembleia da República, cujo n.º 3 fixa em 30 dias o limite do prazo para resposta, até à data de hoje o CDS-PP não recebeu qualquer resposta, nem do Ministério da Cultura nem da Câmara Municipal do Barreiro.

 

Esta semana, uma notícia publicada no diário digital Rostos, com data de 6 de maio p.p., e o título “Vai continuar demolição do Posto Médico da CUF no Barreiro – Direção Geral do Património não considera pedido de classificação do edifício”, refere que o grupo de defesa do Posto Médico da CUF, autor de um pedido de classificação daquele equipamento, já terá sido informado pela Direção Geral do Património de que a classificação solicitada será indeferida.

 

“Pela informação que recebemos na nossa redação, os trabalhos de demolição do edifício do antigo Posto Médico da CUF devem recomeçar dentro de dias”, pode ler-se na notícia em causa, acrescentando-se que “vai, isso sim, ser iniciado o processo de classificação do Bairro Operário, onde se inclui a Casa da Cultura e a Torre do Relógio”, e que “será preservado o Mausoléu de Alfredo da Silva e a Casa Museu”, para além de “alguns edifícios, no território do Parque Empresarial da Baía do Tejo, que poderão ser objeto de classificação patrimonial”.

 

Numa nova pergunta, Nuno Magalhães volta a questionar o Ministro da Cultura sobre se este conhece o emblemático edifício do antigo “Posto Médico da CUF”, no Barreiro, e se tem conhecimento da situação relatada, e questiona também quais as razões que levaram ao indeferimento do pedido de classificação e preservação do edifício do antigo “Posto Médico da CUF”, e consequente integração no roteiro para a interpretação do património industrial em todo o antigo complexo industrial, a par com os outros edifícios que, de acordo com a notícia acima referida, serão recuperados.

 

Consulte aqui a pergunta na íntegra: pg4217-xiii-2

 

Partilhe esta notícia