O  Derradeiro propósito do ser Humano – A Espiritualidade e a Arte (Parte I) 

O derradeiro objectivo da arte e o derradeiro objectivo da vida do ser humano são o mesmo: integrar o «Céu» na Terra, integrar o Sentido-Amor-Liberdade-Paz na vida no mundo através da singularidade do ser.

Criar uma obra de arte é criar uma ponte entre o «Céu» e a Terra. A verdadeira obra de arte com valor intemporal e universal é a expressão do Divino através da individualidade do artista.

O CAMINHO DO SER HUMANO

O derradeiro propósito da vida do ser humano é a união entre Deus e tudo o que existe na sua realidade física. Este caminho é a evolução da consciência do indivíduo ordinário para a Consciência pura, é a integração da plenitude no ser físico, a conquista da Paz-Amor-Liberdade em qualquer circunstância. A superação dos condicionamentos externos representa a mestria sobre si mesmo, o ser passa a reflectir em permanência o estado de Paz-Amor-Liberdade em que vive. Isto nada mais é do que a manifestação da verdadeira essência da Vida no ser humano não condicionada ao que o mundo ao seu redor apresenta, ou seja, acontece espontaneamente através do indivíduo quando a verdadeira essência da Vida pode fluir pura e livremente no seu ser.

O caminho do ser humano, a união do ser físico com a essência da Vida, é a conquista desta mestria sobre si mesmo.

O FAZER E O SER

Assim como vive o ser humano nos seus vários estados de evolução da consciência, assim são as suas obras. Tudo o que o ser humano cria – pensamentos, emoções, quaisquer acções e serviços ou criações artísticas – reflecte o seu estado de ser. O estado de consciência dos seres é a energia onde vivem e com que criam o que fazem, tudo o que se cria só pode reflectir esse mesmo estado de ser, porque não é senão uma derivação dessa energia.

Reconhecer a energia que originou o que existe é reconhecer as coisas por aquilo que são.

Para encontrar o real valor de qualquer obra ou serviço humano, é necessário reconhecer a energia que a/o originou.

O real valor de qualquer obra ou serviço representa o nível de união entre o ser que a originou e o Real imutável e universal. Este Real é a essência da Vida no seu estado puro, a Consciência-Amor-Deus.

A qualidade do que se faz não é igual à quantidade do que se faz. A qualidade do «fazer» ou o nível de valor intemporal e universal das obras do ser humano pode ser avaliado por o estado de consciência que o originou.

 

 

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