De 1 a 29 de março, a Galeria Amarela do AMAC – Auditório Municipal Augusto Cabrita acolhe uma exposição documental sobre Mário Viegas. Nome grande do Teatro português, Mário Viegas foi ‘escolhido’ para abrir o programa do Mês do Teatro que, em março, percorre as freguesias do Concelho. “Pelo homem, ator e encenador que foi, e, acima de tudo, porque foi um lutador pelos seus direitos e pela Cultura”, disse Regina Janeiro, Vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, na inauguração desta mostra, no passado domingo.

A Vereadora responsável, entre outras, pelas áreas da Educação e Cultura, no Município, defendeu que faz todo o sentido começar o Mês do Teatro, no Barreiro, com uma exposição sobre o Mário Viegas. “Pelo ator que era, pelo excelente declamador que era, mas também pelo homem que era e por tudo aquilo que representa. O Mário Viegas marca uma geração, que nasce antes do 25 de Abril, no tempo em que tudo era mais difícil, que nunca desistiu do seu sonho nem dos seus ideais, que se manteve fiel e congruente até ao fim, quer na sua vida pessoal quer na sua vida artística” referiu.

Contextualizando, e dentro de uma visão mais global que tem para a Cultura, Regina Janeiro também disse que trazer ‘o Mário’ ao Barreiro no Mês do Teatro tem um simbolismo especial, porque “Teatro é Cultura e a Cultura é, claramente, uma forma de emancipação do Homem. Quanto mais cultos formos, quanto mais educação nós tivermos mais emancipados podemos ser”. Além disso, acrescentou, relembrar Mário Viegas evidencia que “o único País da União Europeia que não tem Ministério da Cultura é o nosso. Por isso, falar em Mário Viegas é, também, para nos relembrar o desinvestimento que tem havido nestas duas áreas tão centrais que nos levam à emancipação. De uma forma tão própria, às vezes provocatória, às vezes ousada, Mário Viegas punha-nos a pensar, em nós próprios e nas nossas condições sociais”. Por este conjunto de razões, a Vereadora considera que “um País que não investe na Educação nem na Cultura é um País que não quer que os seus habitantes sejam emancipados, que não quer que saibam pensar e questionar”, acrescentou.

Sobre a Exposição, patente até 29 de março, Regina Janeiro revelou que a mesma foi feita propositadamente para estar patente no AMAC.

A terminar, deixou um agradecimento especial à Associação LPV Museu do Bem Estar que, com a família de Mário Viegas, tem trabalhado “para que nós, agora, e depois outras regiões do País e, a seguir, Cabo-Verde, possam usufruir desta Exposição. A todos convidamos a visitar”.

Sendo esta a primeira iniciativa do Mês do Teatro, muitas mais se seguirão. Nas palavras de Regina Janeiro a mostra deste ano é “muito diversificada e acontecerá um pouco por todas as freguesias, com os seus diferentes estilos porque nos parece que ver Teatro deve ser feito na sua diversidade e nas suas diferentes formas de expressão. Continuamos a investir na formação de novos públicos e, por isso, as escolas são tão importantes para nós.

Neste sentido, e já nos dias 5 e 6 de março, quinta e sexta-feira, entre as 9h30 e 14h00, o AMAC recebe «O Trono do Rei D Manuel, pela Companhia Aqui há Gato.

Refira-se que, este ano, o Serviço Educativo da CMB, através do projeto – A Escola Vai ao AMAC, apresenta esta peça destinada às Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico – 4ºs anos, projeto em parceria com Juntas e Uniões de Freguesias.

Para o 2º Ciclo do ensino básico sobe ao palco do AMAC, «A Odisseia de Ulisses…Manuel», pela ArteViva Companhia de Teatro do Barreiro. Obra original de Maria Alberta Menéres, com adaptação e encenação de Paula Magalhães. Dia 10 de março, terça-feira, pelas 10h00.

 

Fonte: CMB

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