Na sequência da aprovação de uma candidatura relacionada com a promoção da acessibilidade inclusiva, o Município do Barreiro já iniciou obra no Barreiro A. O objetivo do executivo é inverter o sentimento e aparência atual da zona, considerada “um vazio urbano, votada a um progressivo abandono e degradação”, causa, sobretudo da desativação dos dois edifícios ligados à tradição ferroviária do Barreiro. “Promover uma acessibilidade multimodal inclusiva na área através de um espaço dinâmico e atrativo, potenciando-o como área central da cidade, tornando-se mais permeável, fluído e harmoniosamente percorrível”, é a meta deste projeto.

A primeira empreitada, a decorrer no momento, são obras de revitalização das redes de águas e saneamento, na prossecução de uma estratégia que tem vindo a ser seguida pela Autarquia e que consiste no aproveitamento das oportunidades surgidas no âmbito de projetos da Câmara Municipal. A obra a cargo do Departamento de Águas e Saneamento da CMB, por administração direta, contempla a reabilitação das redes de abastecimento de água, numa extensão de aproximadamente 600 metros, de drenagem de águas residuais domésticas (200 metros) e de drenagem das águas pluviais (1500 metros).

Uma vez concluídos os trabalhos, a CMB pretende com o projeto aprovado “devolver a alma a este espaço do Concelho, integrando a Estação Ferroviária do Barreiro A no centro urbano da cidade, com o prolongamento da Rua Stara Zagora, beneficiando a acessibilidade pedonal. Simultaneamente, pretende-se requalificar o espaço público em torno da Estação, com a introdução de um desenho urbano atrativo, confortável e inclusivo para o peão, que reforce a mobilidade pedonal na área, com atravessamentos pedonais, generosos, seguros e confortáveis”.

A ideia é assegurar o direito à mobilidade por todos os cidadãos, pela supressão de barreiras arquitetónicas, que tornem mais cómoda a circulação de transeuntes com mobilidade reduzida. 

Dentro do projeto “Barreiro A – Centralidade Acessível” está incluída ainda a requalificação dos Edifícios do antigo dormitório da CP, e do Armazém de Víveres, com vista à sua refuncionalização. Sendo que no primeiro exemplo decorrem as obras para a construção de um Hostel, enquanto que no segundo podem ser acomodadas diversas valências, como Assembleia Municipal, Arquivo Municipal, Museu da Cidade, e/ou Gabinetes de Vereação.

Para o Vereador responsável pelas obras municipais, Rui Braga “a reabilitação urbana deve impulsionar a renovação do edificado, melhorar as infraestruturas e acessibilidade, valorizar o património e as áreas destinadas ao cidadão”. Deve ainda na sua opinião, “assentar sempre em pressupostos que valorizem a qualificação paisagística do ambiente urbano, ao mesmo tempo que se pretende democratizar, adequar e regrar as condições de utilização e fruição”, defendeu.