O mês de Maio é o mês do coração. E que tal falar do famoso Ómega-3?

Quando se fala em hipertensão e outras doenças crónicas, não basta apenas reduzir a ingestão de sal e gordura saturada. É também necessário o consumo de gordura polinsaturada e é aqui que surge o ómega 3. Esta gordura é essencial ao organismo, ou seja, temos que a obter exclusivamente pela alimentação.

Quanto aos benefícios na saúde cardiovascular, é responsável pelas reduções dos níveis de triglicéridos, da tensão arterial, do risco de arritmias, da inflamação e pelo aumento do colesterol HDL. Para além disso, tem também um papel importante na prevenção de doenças neurodegenerativas e no controlo dos sintomas de doenças autoimunes (artrite reumatoide, por exemplo).

Para usufruirmos dos seus benefícios, é necessário incluir na nossa alimentação alimentos ricos neste nutriente. Pode ser encontrado em peixes que estão tipicamente presentes na alimentação portuguesa, tais como as sardinhas, os carapaus e as cavalas, além do salmão, arenque e atum. Algumas sementes, como a linhaça e a chia, também são fontes deste nutriente, contudo com um menor aproveitamento.

Embora os efeitos indesejáveis do seu consumo excessivo sejam raros, podem ocorrer sobretudo com a utilização de suplementos alimentares. Estes efeitos estão associados e dificuldades na coagulação do sangue e aumento da probabilidade de hemorragias.

Existe também outra gordura polinsaturada, o ómega 6. Embora também seja essencial para o bom funcionamento do organismo, é comum o seu consumo na alimentação ser maior do que o de ómega 3, aumentando consequentemente a inflamação e o risco de desenvolvimento de doenças. O ómega 6 está maioritariamente presente em óleos vegetais (amendoim, girassol, soja, milho) e frutos oleaginosos.

Com o aproximar das festas populares, não se esqueça da bela da sardinha!

Partilhe esta notícia