As birras podem variar entre o choramingar e o gritar, com direito a espernear, gesticular e suster a respiração.

Os gritos e os choros das crianças são a frustração de qualquer pai. Por vezes basta dizer um “NÂO” para que a criança comece a gritar, chorar, bater com os pés (…).

Durante o “conflito” emocional e comportamental, uma birra pode implicar uma enorme frustração, não só para a criança, mas também para o adulto.

Normalmente estes comportamentos são para chamar a atenção, mas também podem ser um sinal de cansaço, desconforto físico, incapacidade de argumentar ou frustração. A frustração faz parte do desenvolvimento, faz parte de um processo de descoberta e aprendizagem, sobre si próprio, sobre os outros e sobre o mundo. As crianças pequenas estão também a tentar perceber como funciona o mundo e a procurar partido dele. Quando não conseguem alcançar o seu objetivo recorrem à única forma que conhecem de libertar a sua tensão e frustração, através de uma birra.

A criança compreende muito mais do que consegue dizer. Não consegue transmitir os seus desejos e as suas necessidades: frustração, birra! O facto do início das descobertas coincidir com um período em que a linguagem ainda está em desenvolvimento, alimenta a frustração. À medida que as competências linguísticas se desenvolvem, as birras tendem a diminuir.

É importante o adulto dominar a birra, antes que a birra o domine a si. Encare a birra como uma oportunidade de aprendizagem.

Deve-se evitar o cansaço na criança, ou que fique demasiado excitada, pois vai favorecer o desencadear emoções fortes. Os pais devem manter uma atitude calma e relaxada, para a criança ver este comportamento como um modelo a seguir. É importante ajudar a criança a lidar com a frustração e a cólera. É importante ajudar a criança a ver que existem outras opções para resolver os problemas sem ser através de uma birra.

É importante que a criança entenda que a birra não é meio para conseguir aquilo que quer, se ceder sempre ela vai usar isso como estratégia e criar um hábito para fazer chantagem sempre que desejar algo.

À medida que a criança for aprendendo a aceitar que não pode ter tudo imediatamente, as birras vão sendo menores. É importante elogiar cada pequeno passo em que ela mostre controlo.

 

Psicóloga Clínica Margarida Alegria

Clínica Médica Dentária Nuno Alegria

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