Os jogos entre Sporting e Benfica são sempre jogos intensos e de elevada expetativa. Independentemente do momento de forma das equipas, são jogos onde os jogadores dão tudo por tudo e o resultado é sempre uma incerteza e ontem não foi exceção. Com o Porto a ter vencido o seu jogo no sábado, ambas as equipas tinham alguma pressão para manterem intactas as suas aspirações de chegar ao título.

As equipas entraram em jogo a “estudarem-se” mutuamente e o jogo foi muito disputado a meio-campo. As ocasiões na primeira parte foram escassas e o empate ajustava-se ao intervalo, apesar do Sporting ter tentado um pouco mais chegar à baliza de Artur e ter circulado melhor a bola. A segunda parte foi diferente, o Sporting criou mais ocasiões de golo e obrigou Artur a grandes defesas mostrando que, ao contrário do que diziam muitos críticos, estava presente para ajudar o Benfica, que parecia estar mais preocupado em segurar um ponto do que em atacar e fazer jus à liderança que ocupa no campeonato.

Mas os dérbis são assim, incertos e cheios de surpresas. Quando parecia que o 0-0 ia ser o resultado final, Samaris (que estava a fazer uma exibição segura) faz um mau atraso de bola aproveitado por Jefferson para adiantar os Leões no marcador. O Sporting voltava a ganhar novo fôlego na luta pelo título e os adeptos eufóricos já gritavam “olés” nas bancadas. A grande questão do futebol é que o jogo só termina quando o árbitro apita e após tanta euforia caiu um balde de água gelada em Alvalade. No único remate à baliza que o Benfica fez, e quando já ninguém acreditava mesmo, Jardel empata o jogo no último instante da partida e o sonho do título voltava a ficar a sete pontos.

O principal que se retém deste dérbi é o seguinte:
• Uma equipa campeã e que lidera o campeonato tem que fazer mais do que jogar para o empate
• Uma equipa que quer ser campeã tem que aguentar a vantagem ganha no jogo e não a pode deixar fugir no fim.
• Há que rever de vez que há pessoas no futebol que não são adeptas deste desporto e só estão nele para criar problemas.
• Desejar as melhoras ao adepto do Sporting (já não é caso único) que se feriu gravemente ao cair no fosso que separa o relvado das bancadas. Está na altura de rever se faz sentido mantê-lo.

Termino a crónica desta semana com uma nota positiva e uma nota bastante negra. Quero dar os parabéns à Costa do Marfim pela conquista da CAN numa longa maratona de penáltis (9-8) e repudiar vivamente o que aconteceu mais uma vez no Egipto antes do jogo Zamalek e ENPPI, onde estão confirmados pelo menos 30 mortos em confrontos que antecederam o jogo. O futebol nunca será isto!

 

Ricardo Santos

Marketeer

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