O panorama atual em que vivemos, dominado essencialmente por uma enorme crise financeira, faz-nos sentir inseguros. Sentimos uma iminente ameaça ao nosso bem-estar e das nossas famílias.

O resultado de todas estas dúvidas, que nos assolam, é o tremendo estado de ansiedade em que vivemos, e que infelizmente não é seletivo quanto à classe social, idade ou raça, chegando consequentemente a afetar mesmo os nossos filhos de tenra idade. Passamos para eles toda a carga que carregamos.

A ansiedade não impede uma pessoa de ser feliz. Coloca-a sim em estado de alerta, preocupada e numa permanente incerteza. No entanto, é urgente encontrar meios que nos defendam do agravar da situação, que pode culminar numa depressão, e aí, até o nosso estado de felicidade fica comprometido.

Preocupação, ansiedade, dores no peito, tristeza são alguns dos problemas comuns da atualidade e que estão a afetar os portugueses. O principal vilão é o descalabro económico com que nos deparamos. As pessoas vivem com medo do que o futuro lhes reserva, e do agravamento da situação débil em que já vivem atualmente.

Isto reflete-se ainda mais, em profissões particularmente expostas ao stresse, e onde a instabilidade é maior. São exemplos disso, os professores, profissionais ligados à saúde e às autoridades. Nestes indivíduos registam-se números elevados de doenças relacionadas com o stresse.

A ansiedade é um problema psicológico que se traduz por um sentimento de insegurança, ou, medo sem fundamento real. É necessário saber que a ansiedade é, no início, uma reação normal, um sinal de alarme do organismo perante certos acontecimentos da vida quotidiana.

A ansiedade pode, a dado momento, afetar qualquer pessoa. No entanto não quer dizer que não passe de um episódio isolado, pontual e não patológico.

Existem no entanto diferentes graus de ansiedade e formas distintas de se manifestar.

Em algumas pessoas, a ansiedade exprime-se por um sentimento de medo, inquietação, sensação de perigo iminente, medo de insucesso, morte súbita, medo de perder o auto controlo, medo de ficar mentalmente desestabilizado. Há ainda os que se sentem cansados, com dificuldades em dormir, falta de ar sem causa aparente, dormência nas extremidades, sensação de desmaio, dores no peito, palpitações, arrepios, suores, boca e garganta seca, contrações, tremores, dificuldade em engolir, sensação sufoco, vómitos, enfim uma infindável lista de sensações que nos causam desconforto e que não percebemos o que as provoca.

Também as dificuldades do indivíduo em integrar-se na sociedade, conflitos afetivos interiores, instabilidade emocional e sexual, são fatores que quando em desequilíbrio, podem conduzir a um estado de ansiedade emocional.

O consumo habitual de certas substâncias (café, chá, tabaco, álcool e drogas diversas) ou episódios de dor podem também ser indutores do estado de ansiedade.

A ansiedade é inimiga da autoestima, torna a pessoa insegura e incapaz. Podemos criar aqui uma analogia entre a ansiedade e o medo. Padecendo destes sintomas, a pessoa deixa de tentar realizar certas tarefas, com medo do insucesso das mesmas.

A ansiedade pode ser tratada. Sessões de psicoterapia e a administração de alguns medicamentos podem ser uma ajuda preciosa para ultrapassar este problema. Há ainda algumas técnicas relaxamento muscular e respiração abdominal que auxiliam na prevenção e tratamento da ansiedade.

Temos de aprender a controlar os nossos nervos e a tranquilizar-nos.

O mais importante é sentirmos controlo sobre as situações. Para tal temos de ser capazes de enfrentá-las, não fugindo da realidade. Só assim encontraremos a solução para os problemas que nos afetam.

 

Psicóloga Clínica Margarida Alegria

Clínica Médica Dentária Nuno Alegria

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