Nos dias 3, 4 e 5 de julho, a vila de Pinhal Novo, no concelho de Palmela, é invadida pelos gigantes. O 8.º FIG, Festival Internacional de Gigantes, sai à rua com muitos espetáculos e animação, num cruzamento entre a cultura festiva tradicional, de raiz ibérica e as expressões artísticas contemporâneas, marcadas pelas fascinantes máquinas e estruturas de grandes dimensões.

O Festival foi apresentado, publicamente, no dia 18 de junho, em Lisboa, com uma arruada no Terreiro do Paço pelos gigantes (Mariana e Talau) e os bombos do Bardoada – o Grupo do Sarrafo, que atraíram a atenção de muitos turistas e transeuntes, seguida de conferência de imprensa na Sala Ogival da ViniPortugal.

Teatro de rua, marionetas, músicas do mundo, circo, dança, exposições, muitas atividades especialmente dedicadas ao público infantil, arruadas, desfiles e a presença indispensável das figuras tradicionais – onde radicam os gigantones, os cabeçudos e os zés pereiras, sempre acompanhados pelas percussões, pelas gaitas de foles e pelo fogo – são os principais motivos de atração desta edição do Festival, que acolhe grupos e artistas de Portugal, Espanha, Alemanha e Israel.

Destaque, entre os participantes, para o Teatro do Mar, as Marionetas do Porto, Circ Panic, Markeliñe, Sardana, Adam Read & Fyodor Makarov, La Fontana Formas Animadas, Still Sunday Pirate, Arsha, Constantino Teixeira, Catarina Requeijo, Pas de Problème, Associação Tradição Açores e Drac D’Or, entre outros. Numa aposta forte no incentivo à produção pelos artistas e grupos locais, são incontornáveis as presenças dos parceiros de organização – Bardoada – o Grupo do Sarrafo, ATA (Acção Teatral Artimanha), Associação Juvenil COI e PIA (Projetos de Intervenção Artística) – mas também do Teatro O Bando, da DançArte/Passos e Compassos, do Manuel Amarelo, do Teatro Sem Dono, das Avozinhas e da Associação FIAR, da Leónia de Oliveira e da Batalha do Modesto Camelo Amarelo.

Integrado no programa, o já habitual Encontro sobre Cultura Popular convida, este ano, um grupo de gaiteiras para uma conversa onde se pretende aprofundar o tema e troar experiências e apresenta, publicamente, a maleta pedagógica “Gaita-de-Foles” – um novo recurso que estará à disposição do Museu Municipal e da comunidade educativa do concelho, para divulgar e valorizar este instrumento musical e a sua importância na tradição musical portuguesa.

Os indispensáveis espaços de gastronomia, com os excelentes sabores regionais, completam três dias de celebração e convívio para todos, num evento que se orgulha de ser acessível e de ostentar, também, o selo de qualidade EFFE 2015/2016, que o identifica como parte integrante da plataforma “Europe for Festivals, Festivals for Europe”, criada pela Associação de Festivais Europeus, que inclui 761 festivais de 31 países.

Recorde-se que, o FIG nasceu em 1995, por iniciativa da Câmara Municipal de Palmela, no âmbito do Programa Municipal de Teatro, e é membro fundador da Rede de Festivais de Cultura Popular, uma rede internacional, constituída em 2004 por festivais de Portugal, Espanha, Itália e Brasil, com o objetivo de criar um circuito de comunicação intercultural e de promoção das diferentes identidades regionais e nacionais.

A 8.ª edição do Festival é organizada pelo Município de Palmela, com o Bardoada – o Grupo do Sarrafo, o ATA – Ação Teatral Artimanha, a Associação Juvenil COI e a cooperativa PIA – Projetos de Intervenção Artística, e conta com o apoio da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, ao nível da divulgação, e com vários mecenas, que se associaram a este projeto, ao abrigo do programa “Mecenas de Palmela”.

Esta é a festa das artes de rua e da cultura popular. Muitos espaços diferenciados no coração da vila de Pinhal Novo, entre o Jardim José Maria dos Santos e a Praça da Independência (frente à estação da REFER, com ligações diretas a Lisboa e a toda a Península de Setúbal) com programação específica para os diferentes públicos e entrada gratuita.

 

Mais informação em http://fig.cm-palmela.pt.

Partilhe esta notícia