Ninguém podia imaginar coisa assim. Ver a Via del Corso sem milhares de pessoas a atropelar-se e acotovelar-se nesta grande rua comercial que liga a Piazza Venezia à Piazza del Populo? Mas ela está completamente entregue ás moscas (se é que as moscas andam por lá!): Mas também ninguém podia pensar na hipótese do Papa Francisco por lá andar a pé numa pacífica manhã de domingo…e foi ontem mesmo que tal aconteceu.


O Papa Francisco decidiu repetiu passos de antepassados seus em tempos de peste e guerra e foi REZAR. Primeiro, a S. Marcelo, onde se encontra um Cristo Crucificado que o povo de Roma considerou fonte do milagre do fim da grande peste que, em 1522, dizimou a cidade e boa parte da Europa de então.


O Papa Francisco foi ainda até á grande Basílica de S. Maria Maior confiar Roma e o mundo a Nossa Senhora que, como Mãe, há-de continuar a proteger os seus filhos.
O tempo é de Oração e de Compromisso. O fim dos efeitos terríveis deste coronavírus vai-se conseguir juntando forças: a do empenho de todos e a da oração dos crentes.
Francisco rezou pelos familiares das pessoas afetadas e os seus amigos, para que “encontrem consolação e conforto”.


A oração do Papa lembrou os trabalhadores sanitários, médicos e enfermeiros, bem como todos os que nestes dias, com o seu trabalho, “garantem o funcionamento da sociedade”.
O Vaticano informou que o ícone de Nossa Senhora, diante do qual o Papa rezou foi levado em procissão pelo Papa Gregório I em 593 para esta Basílcia de Santa Maria Maior, para pedir o fim da peste; em 1837, Gregório XVI rezou junto da imagem pelo final de uma epidemia de cólera.


Quanto ao crucifixo em madeira, da Igreja de São Marcelo, foi abraçado por São João Paulo II no final da Jornada do Perdão durante o grande jubileu do ano 2000.

Pe. Tony Neves