No passado dia 27 de Abril a deputada do PCP Paula Santos esteve em contacto com os estudantes do Ensino Superior do distrito de Setúbal e com aqueles que são os problemas que eles sentem no seu dia-a-dia.

Pela manhã visitou a Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa em Almada (FCT-UNL), onde reuniu com a Direcção da instituição promovendo-se posteriormente um contacto directo com os estudantes, onde foram levantados vários problemas: o elevado valor das propinas, as dificuldades do seu pagamento, os custos elevados dos transportes, o crescente número de estudantes a trabalhar para pagar os estudos ou a falta de apoios à investigação científica, foram temas recorrentes.

Na parte da tarde a deputada esteve no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) onde reuniu com a sua Direcção ficando a conhecer de perto os efeitos na instituição dos cortes orçamentais que este Governo PSD/CDS tem feito ao Ensino Superior. Reuniu com a Direcção da Associação Académica do IPS onde os estudantes colocaram as suas preocupações e análise da situação do Ensino Superior, realçando-se a importância do reforço da Acção Social Escolar. Terminando a sua visita na Residência de Santiago onde conheceu as instalações de que os estudantes usufruem bem como os problemas com que são confrontados no seu dia-a-dia, aqui reuniu-se com a Comissão de Residentes. Os custos do Ensino Superior foi o problema mais referido; a falta de apoios nos estágios (transporte e alimentação); problemas pedagógicos como a excessiva carga de trabalhos na EST, entre outros. Mantendo-se de pé a exigência da construção de mais um refeitório no IPS bem como da construção da Escola Superior de Saúde com as quais o PCP e a JCP estão solidários.

Todo este contacto serviu para aprofundar ainda mais o conhecimento da situação do Ensino Superior e para transmitir aos estudantes e às direcções das instituições as posições com as quais o PCP e a JCP se têm batido no quadro da sua intervenção na Assembleia da República. Entendemos que o financiamento para o Ensino Superior deve ser reforçado e deve ser posto um ponto final à existência de propinas, somos pela gratuitidade do Ensino; o financiamento para a Acção Social Escolar (ASE) deve ser reforçado, exigimos mais bolsas, melhores residências, mais e melhores cantinas e que estas sejam públicas; queremos a saída de Portugal do Processo de Bolonha e uma reforma no Ensino Superior que tenha em conta a realidade concreta e as especificidades do nosso país; exigimos a revogação do Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior defendemos a participação dos estudantes nos órgãos de gestão da universidade em paridade com os funcionários e professores e a retirada das entidades externas destes órgãos, somos contra a criação de fundações, contra as fusões ou consórcios no Ensino Superior, entendemos que o Ensino Superior deve ser Público e não deve ser encarado como um negócio mas como um direito de todos os jovens a que ele queiram aceder.

Apelamos a todos os estudantes do Ensino Superior que se unam e lutem por aquilo que é seu por direito, um Ensino Superior Público, Gratuito, Democrático e de Qualidade, livre de propinas, Bolonha e privatizações.

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