O ministro da Saúde admitiu hoje a construção de uma unidade de saúde no Seixal, afastando a hipótese de se a avançar a médio prazo com um novo hospital naquela zona.

Paulo Macedo, que falava na Comissão Parlamentar da Saúde, afirmou que, se fosse construído um novo hospital no Seixal, este nunca iria substituir o de Almada, com todas as especialidades de que este dispõe.

A falta de recursos humanos é uma das razões alancada pelo titular da pasta da saúde para a não construção de um novo hospital no Seixal, pelo menos nos próximos três anos.

No entanto, o ministro admitiu a construção de uma unidade de saúde mais pequena e apenas para complementar a oferta, “mas não um hospital”.

“No prazo de três anos, não há recursos humanos para ter dois hospitais”, reforçou, depois de sublinhar que mesmo sem aberturas já investiu nos últimos anos cerca de 200 milhões de euros no Garcia de Orta e 140 milhões em Setúbal.

Um novo hospital do Seixal tem sido reclamado pelas populações, para quem o Hospital de Almada não apresenta condições de resposta, existindo inclusive uma petição pública com este objetivo.

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