A AMARSUL, S.A. foi criada a 4 de Março de 1997, como uma empresa de capitais exclusivamente públicos, com 51% do Estado Português, através da empresa pública EGF-Empresa Geral de Fomento, e 49% dos nove Municípios da Península de Setúbal, com um contrato de concessão de 25 anos para a valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos até 2022;

Desde a sua criação, até à privatização da EGF, em 2014, a aplicação dos Resultados Líquidos dos Exercícios,os dividendos da AMARSUL, tem revertido integralmente para investir no desenvolvimento e modernização da empresa, para que a tarifa a aplicar aos Municípios não aumentasse para valores com consequências negativas no nível de vida dos munícipes dos nove concelhos e para a melhoria das condições de vida e de trabalho dos trabalhadores. Os Resultados durante 17 anos revelaram uma empresa económica e financeiramente equilibrada;

Mas a Motta Engil, que ganhou o concurso aberto pelo governo PSD/CDS para a privatização da empresa, vê e explora este serviço público meramente como um negócio lucrativo. Em 29 de Março de 2016,, o Conselho de Administração decidiu a distribuição de dividendos de 2015 pelos accionistas, no valor de 1.033.254,15€. Os dois administradores indicados pelos municípios votaram naturalmente contra esta distribuição.


Não satisfeita, em 19 de Maio, a Motta Engil, na reunião do conselho de administração 
decidiu propor à Assembleia Geral a distribuição aos accionistas do montante global acumulado de 5.071.910 €.

O Executivo da DORS do PCP repudia esta decisão da Motta Engil e do conselho de administração da AMARSUL. O PCP defende que os dividendos devem reverter para a empresa, contribuindo positivamente para que o valor da tarifa não seja agravado, sobrecarregando a vida dos munícipes, e para investimentos indispensáveis para a melhoria do serviço e das condições e segurança dos trabalhadores.

O PCP manifesta o seu apoio aos trabalhadores da AMARSUL pela luta que desenvolvem em defesa da empresa, dos direitos laborais e pela melhoria das suas condições de trabalho e de vida nomeadamente pelo aumento dos salários.

PCP intervirá nos diferentes planos da sua acção para reverter esta situação e apela aos trabalhadores, às populações, e aos Municípios para que prossigam com firme determinação a luta na defesa e manutenção do serviço público de resíduos urbanos, contra a privatização da EGF.

O Executivo da DORS do PCP

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