Em terras de paz: paz, sim – NATO, não!

A Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP repudia a realização do Exercício NATO Tridente Juncture 2015, a decorrer em Portugal entre 3 de Outubro (véspera das Eleições Legislativas) e 6 de Novembro, anunciando-se para Setúbal o papel de plataforma portuária da entrada de viaturas e outros equipamentos e meios militares de cerca de 40 países, envolvendo 25 mil efectivos. O PCP apela aos trabalhadores – entre os quais, os pescadores, já confrontados ao longo do ano com várias manobras militares e agora sujeitos a ficarem impedidos de exercer a sua actividade durante um mês – à população, homens, mulheres e jovens, associações, organizações, movimentos e instituições, para que exprimam ainda mais veementemente o seu empenho, que na Região tem história, na defesa dos Valores de Abril, do progresso social, da Paz e Independência Nacional, no respeito pela Constituição da República, na solidariedade e cooperação com os povos de todo o Mundo. 

A exemplo da Cimeira das Lajes, nos Açores, que em 2008 antecedeu o ataque norte-americano ao Iraque, trata-se a um nível infinitamente superior de perspectivar e projectar novas intervenções da NATO no Mediterrâneo, Norte de África e Médio Oriente, procurando impor as suas pretensões hegemónicas, confrontando e agredindo todos aqueles que resistem à militarização e à estratégia de domínio mundial do imperialismo, exponenciada pela crise estrutural do capitalismo.

O PCP pugna por uma política externa patriótica e de esquerda, pela abolição das armas nucleares e de destruição massiva e o fim da corrida aos armamentos, num processo de desarmamento global gradual e negociado e no qual a desvinculação do País da NATO tem de ser considerada como direito inalienável do povo português de decidir do seu futuro.

70 anos depois do lançamento das bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagazaki, a condenação da subserviência de sucessivos governos do PS, PSD, CDS-PP e da Presidência da República aos desígnios dos poderosos e a luta pela paz são mais prementes e actuais do que nunca.

O Executivo da DORS do PCP

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