O PCP, em comunicado, garante que a unidade hospitalar tem tempos de espera que ultrapassam “em muito o tempo recomendado, de acordo com o grau de urgência” e que já chegaram inclusivamente a atingir “oito, 10, 15 ou mais horas”.

“Para esta situação concorrem vários fatores. Por um lado a sobrelotação do Hospital Garcia de Orta deve-se ao mau planeamento desta unidade hospitalar, dado que quando entrou em funcionamento já se encontrava subdimensionado para a população que abrangia, daí a necessidade urgente da construção do Hospital no Concelho do Seixal. Por outro lado o desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde, que tem reflexos na enorme escassez de profissionais de saúde, na redução de camas hospitalares e na redução da resposta ao nível dos cuidados de saúde primários”, explicam, reiterando que há uma “enorme carência de profissionais de saúde”.

Relativamente à subcontratação de profissionais de saúde através de empresas prestadoras de serviços, os comunistas consideram que este recurso “não é parte da solução, mas parte do problema”, porque introduz “uma maior instabilidade nos serviços devido à rotatividade de profissionais de saúde colocados, ao seu desconhecimento pela estrutura orgânica e o não reconhecimento da hierarquia e com custos muitos elevados para o Serviço Nacional de Saúde que deveriam ser canalizados para a contratação dos trabalhadores em falta integrados na carreira, com direitos, assegurando a respetiva progressão profissional”.

Para o PCP, “a rutura do serviço de urgências do Hospital Garcia de Orta decorre do desinvestimento público de sucessivos governos, muito agravado pelo atual Governo” que tem de “resolver definitivamente a situação de rutura do serviço de urgência do Hospital Garcia de Orta, através da contratação dos profissionais de saúde em falta integrados na carreira com direitos, do alargamento da resposta ao nível dos cuidados de saúde primários e a da construção do Hospital no Concelho do Seixal”.

Nesse sentido, os deputados do PCP, Paula Santos, Francisco Lopes e Bruno Dias, quiseram saber quantos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos superiores de saúde e técnicos de diagnóstico e terapêutica, administrativos e auxiliares) estão em falta no Hospital Garcia de Orta, quando serão contratados os profissionais de saúde em falta, integrados na carreira com direitos, que medidas serão tomadas para reforçar a resposta ao nível dos cuidados de saúde primários e quando será construído o Hospital no Concelho do Seixal.