O PCP está hoje a realizar acções em todo o país “Em Defesa do Serviço Nacional de Saúde contra o saque dos grupo privados”.

No Litoral Alentejano foi hoje realizada uma tribuna pública às 10:30 no Jardim Municipal frente à Câmara Municipal de Santiago do Cacém onde foram cumpridas todas as normas higieno-sanitárias.

Nas várias intervenções feitas na tribuna pública houve a denuncia de que a solução para os problemas que hoje condicionam o normal funcionamento do SNS não passa por transferir para os privados a prestação de cuidados de saúde com o pagamento de milhares de milhões de euros aos grupo económicos e financeiros.

Este dinheiro poderia ser utilizado para contratar os profissionais de saúde em falta também no Litoral Alentejano e para valorizar os salários dos profissionais de saúde. Poderia ser utilizado para fixar na região os profissionais em falta, dando resposta aos cerca de 11.000 utentes no Litoral Alentejano sem médico de família e para combater os tempos de espera que nalgumas especialidades, como otorrinolaringologia, chegam a seuperar os 880 dias. 

Este dinheiro desviado para grupos privados poderia ser parte canalizado para que na região se construa os centros de saúde em falta e se requalifique os que estão degradados e garantir a abertura das extenções de saúde, em que algumas delas estiveram fechadas durante 7 meses, obrigando os utentes a longas deslocações em períodos em que os transportes públicos estiveram a operar com 30% da capacidade.

Estas foram e são as reinvidicações do PCP e das populações há muito exigidas, porque a saúde é um direito e não um negócio.