De referir que estas curtas linhas em nada referem a minha vida pessoal ou profissional, a minha entidade patronal ou a minha profissão, o concelho onde resido ou aquele onde nasci, cresci e estudei.

Tem direito de resposta a este artigo todos aqueles que direta ou indiretamente passaram a perna ao parceiro ou ao amigo, por este ser mais competente que os próprios e ter melhores resultados na vida, achando estes que poderiam sobressair à falta de “mobilidade” dos lesados.

Muitos são aqueles que sentindo-se traídos pelas suas próprias (in)competências, e no constante desassossego de serem ultrapassados pelo vizinho do lado, resolvem usar um atalho simples de modo a conseguirem ser notados, vistos e (re)conhecidos pelos seus pares, em detrimento dos seus parceiros.
Ora, nada mais fácil do que provocar um determinado defeito, incapacidade ou impossibilidade de mobilidade. Certo é que quem pouco ou nada se move, poucas oportunidades tem em chegar mais longe ou até em alcançar a mesma meta que outros no mesmo tempo útil. Certo é que estas mobilidades depreendem-se com incapacidades mentais e não com as motoras. Ou seja, lá por estas pessoas usarem vários métodos para deixarem outros “coxos” de uma perna ou até de ambas, não conseguem atingir os seus objetivos, porque as suas capacidades de trabalho, raciocínio, destreza e fundamentação permanecem inalteráveis. Uns mais que outros.

De facto, por esse mundo fora e seja lá onde for, a vida é feita de oportunidades. Oportunidades de educação. Oportunidades de trabalho. Oportunidades de aproveitar a honestidade, integridade e até a fragilidade dos outros, transformando-a em oportunidade de ser mais e melhor do que o parceiro !
Infelizmente, todos os dias, muitos são aqueles que na ânsia de chegar onde se quer e não se consegue por meios próprios, utilizam o outro como rampa de lançamento. Felizmente e como estes, são realmente os que não têm pernas para andar, são estes que ficam a meio do caminho para bem de todos.
Ou seja, embora o mundo esteja entregue aos espertos, aos trapaceiros e aos pouco dados às capacidades mentais, esta entrega é naturalmente temporária.
Esta gente não tem a habilidade de se manter “no poleiro”, até porque devido às suas (in)capacidades, é sempre mais fácil que outro igual lhe corte as pernas, deixando-o realmente imobilizado permanentemente, na impossibilidade de se conseguirem reajustar à sua nova condição. 

Por norma, e felizmente são espontaneamente ultrapassados por quem verdadeiramente tem habilidade para gerir, organizar e conseguir chegar mais além das suas ambições individuais e globais. Esses sim, fazem a verdadeira e derradeira diferença, com ou sem pernas !

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