A Polícia Judiciária de Setúbal anunciou hoje a detenção de dois homens, de 68 e 45 anos de idade, e a constituição de mais oito arguidos por “associação criminosa, burla qualificada, fraude fiscal qualificada e branqueamento”.

De acordo com o comunicado divulgado pelas autoridades, “os arguidos gizaram e levaram à prática, desde 2009, um sofisticado e bem organizado plano para obtenção fraudulenta de financiamentos, causando um elevado prejuízo patrimonial a algumas instituições de crédito”.

A PJ acrescenta que a alegada fraude causou cerca de “sete milhões de euros” de prejuízos a diversas instituições de crédito, “para além de várias outras tentativas, num valor próximo dos 60 milhões de euros”.

Sob a capa de uma aparente atividade farmacêutica empresarial, os suspeitos “celebraram contratos de mútuo e de factoring, garantidos ou suportados em documentação de natureza contabilística e financeira sem qualquer aderência à realidade, incluindo documentação forjada de outras instituições de crédito e sociedades financeiras”.

Por forma a dificultar a sua perseguição criminal e prosseguir a sua atividade criminosa, o grupo, segundo o comunicado da PJ, “diversificava os locais da sua atuação e os alvos, criando empresas de fachada ou usurpando a sua identidade, em Portugal e no estrangeiro, recorrendo a testas de ferro, a troco de míseras contrapartidas económicas”.

De acordo com o PÚBLICO, o suspeito mais velho “dava aulas no Instituto Politécnico de Setúbal, mais precisamente na Escola Superior de Ciências Empresariais, tendo vários livros publicados na área das ciências económicas”.

Os detidos foram esta segunda-feira presentes a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência.

 

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