São um grupo de cidadãos que acredita que a democracia não se esgota no direito ao voto, e que aos cidadãos deve ser dada a oportunidade de serem ouvidos, de participarem, de manifestarem opiniões e de sentirem os seus contributos acolhidos, trabalhados e traduzidos em propostas. Foi assim que nasceu o movimento cívico Plataforma 2830 que pretende representar o somatório de vontades em sentir o Barreiro valorizado.

O movimento recém-criado defende que com a massa crítica dos participantes barreirenses é possível “traduzir os contributos em propostas muito realistas, capazes de satisfazer as necessidades e ambições do coletivo que se identifica com o Barreiro, construindo uma visão de um Barreiro para o século XXI”.

A Plataforma 2830 procurará “recolher contributos e evidências junto de quem trabalha, estuda, vive ou tem uma ligação afetiva com o Barreiro” que serão, posteriormente, “sistematizados, permitindo encontrar e definir as melhores práticas para as necessidades sentidas e criando as sinergias necessárias entre os diversos sectores e atores socioeconómicos, culturais e educativos existentes no concelho”.

“Quanto mais contributos forem reunidos, maiores são as probabilidades de se identificar pontos comuns e complementaridades, de estes serem concretizados e de sinergias serem geradas com impacto positivo na nossa comunidade”, sublinharam durante a apresentação pública do movimento cívico, na Biblioteca Municipal do Barreiro.

É um movimento aberto a todos os cidadãos que subscrevam os princípios que o rege, agregador e integrador, onde todos os contributos são “válidos e bem-vindos” desde que pretendam contribuir para “afirmar o Barreiro de uma forma positiva”.

Os promotores entendem que “agora é a vez de o Barreiro ser a prioridade”.

Frederico Rosa explicou que a Plataforma 2830 não pretende realizar “nada faraónico”, mas sim sistematizar a ação naquilo que depende efetivamente dos cidadãos.

“Tenhamos coragem de sair da zona de conforto por aquilo que acreditamos”, apelou Frederico Rosa, “pai” deste novo movimento, enaltecendo que “só tem que ter receio de uma coisa destas [criação da Plataforma 2830] quem não quer construir, quem não quer participar, quem não quer dialogar e quem não quer viver com a diversidade que sempre caracterizou o Barreiro”.

O mentor do movimento defende que a Plataforma “não é uma corrida de cem metros”, mas sim “uma maratona cujos atletas ainda não veem a meta mas sabem que ela existe”. “Hoje demos o primeiro passo, todos os dias vamos estar mais perto da meta e há um dia que a vamos ver. Mas agora cabe-nos fechar os olhos e acreditar no caminho que vamos fazer e o caminho faz-se caminhando e quantos mais formos melhor”, rematou.

Do movimento recém-criado fazem parte José Cabrita, Carlos Oliveira e Carlos Capelo (Saúde); Miguel Minhava (Desporto); Emanuel Santos (Urbanismo); Joaquim Polido (Transportes); André Neves (Juventude); Alexandra Fernandes (Comércio Local); Jorge Sol (Cultura); Isabel Martins e Sónia Candeias (Educação); Rui Faria (Barreiro à Conversa); Otília Dias e António Cabós Gonçalves (Advisory Board) e Frederico Rosa (Coordenação).

Saiba mais aqui: http://www.2830.pt/

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