Plataforma Multimodal do Barreiro/Terminal de Contentores prevê a criação 1150 postos de trabalho e impacto no PIB entre 7 a 12 mil milhões de euros

 

“O projecto do Terminal de Contentores do Barreiro é viável do ponto de vista técnico, de intermodalidade e económico-financeiro”. A Presidente do Conselho de Administração (CA) da APL – Administração do Porto de Lisboa defendeu esta afirmação num Debate sobre Atividade Portuária, realizado, com eleitos autárquicos, ao final da tarde de sexta-feira, 27 de janeiro, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro. Numa fase pós submissão do projeto de Estudo de Impacte Ambiental (EIA) – entregue a 13 janeiro último –, estimando-se para junho a conclusão dos estudos e consequente emissão da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), são vários os debates sobre a temática que serão levados a cabo nos próximos dias, envolvendo diversos atores sociais.

 

O projeto da Plataforma Multimodal do Barreiro (PMB), conforme afirmou Lídia Sequeira, sustentada numa apresentação projetada, “permite a implantação de um terminal com caraterísticas técnicas adequadas para responder de forma faseada à evolução da procura prevista”, “beneficia da proximidade da rede ferroviária nacional e da rede rodoviária nacional” – “é uma zona, do ponto de vista da intermodalidade, extremamente bem servida”, disse –, “reúne as condições para se criar uma plataforma logístico-industrial competitiva” (associada aos cerca de 400ha do território da Baía do Tejo), “permitirá dinamizar a economia da Península de Setúbal, em particular desta Região do Barreiro, potenciando as indústrias exportadoras e captando novos investimentos, com a consequente criação de emprego”, e, segundo, ainda, a apresentação, “os estudos realizados apontam para a viabilidade de um modelo de concessão do tipo Build-Operate-Transfer (BOT)”.

A PMB prevê a criação de 300 a 500 postos de trabalho diretos na fase de construção e 1150 postos diretos na fase de exploração. Estima-se um impacto no PIB na Grande Região de Lisboa entre 7 a 12 mil milhões de euros, concretizou a Presidente do CA da APL.

 

De acordo com o Vogal do CA da APL Carlos Correia, “as conclusões do Estudo de Impacte Ambiental são muito favoráveis à prossecução deste projeto”. O engenheiro do CA da APL, que apresentou, na sessão, a componente mais técnica do estudo prévio, adiantou que foi definido como navio tipo, um porta-contentores com capacidade 8000TEUs (TEU: medida de volume dos contentores equivalente a 20 pés), com um comprimento de 352 metros.

 

No lançamento do debate, a Vice-Presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), Sofia Martins, referiu que este é um “caminho demasiado importante para não ser abrangente”, justificando a promoção desta e de um conjunto de sessões a realizar, entre as quais estão, já, agendadas: quinta-feira, 2 de fevereiro, pelas 17h30, no Auditório do Museu Industrial (iniciativa dirigida aos empresários do Parque da Baía do Tejo) e a 10 de fevereiro, pelas 15h30, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro (com instituições do Concelho).

 

“É nossa convicção profunda que a Região de Lisboa precisa de alargar a sua capacidade portuária”, afirmou o Presidente da CMB. Carlos Humberto de Carvalho, falou na “visão” de uma “região portuária metropolitana“, sublinhando que o Terminal, que considerou uma “importante alavanca para a produção nacional e desenvolvimento da economia”, está projetado para ficar situado num território – Parque Empresarial da Baía do Tejo (BT) – “importantíssimo para o desenvolvimento da Região”.

 

“Pode ser uma oportunidade objetiva”, disse o Vereador do Planeamento na sequência da intervenção de presentes. A instalação da Plataforma Multimodal do Barreiro permitirá revitalizar/requalificar/recuperar “440 hectares conexos”. O Vereador sublinhou como mais-valias a criação de emprego e a “verdadeira oportunidade para a remediação ambiental” da zona.

 

“Tem sido, de facto, um processo bastante partilhado”, reconheceu o Vogal do CA da BT, Sérgio Saraiva. A oportunidade de revitalização do porto “é, também, uma oportunidade da revitalização do território”, disse, avançando que o Plano de Urbanização da Quimiparque terá que ser adaptado “para acolher este projeto”.

 

As apresentações dos convidados da APL encontram-se disponíveis no Sítio Oficial da CMB na Internet, www.cm-barreiro.pt.

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