Projeto E³UDRES², de cinco milhões de euros, propõe ser uma alavanca de inovação para as regiões 

Setúbal, 09 de julho de 2020 – O projeto de constituição de uma Universidade Europeia, candidatado por um consórcio do qual faz parte o Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), acaba de ser aprovado pelo programa Erasmus+, da Comissão Europeia, representando um investimento global de cerca de cinco milhões de euros, a concretizar ao longo dos próximos três anos e com uma aposta muito clara no desenvolvimento das regiões de influência das instituições parceiras.

O projeto, denominado E³UDRES², sigla de Engaged European Entrepreneurial University as Driver for European Smart and Sustainable Regions, reúne seis instituições de ensino superior (IES) da Áustria, Bélgica, Hungria, Letónia e Roménia, além de Portugal, e baseia a sua proposta na constatação de que a maioria da população europeia se concentra em cidades de pequena e média dimensão e áreas rurais circundantes, cabendo às IES aí instaladas o papel de alavanca dos ecossistemas de inovação.

Transformar as regiões em autênticos laboratórios vivos, onde se produzem soluções para problemas concretos e com verdadeiro impacto na sociedade, ao mesmo tempo que se qualificam jovens profissionais preparados para os desafios de um mundo em mudança, é o grande objetivo deste projeto, que se propõe assim imprimir uma nova dinâmica no panorama do ensino superior europeu.

O consórcio projeta criar um grande “campus” resultante da partilha de conhecimento, boas práticas, competências e recursos, com o objetivo último de atuar localmente, nas respetivas regiões de influência, mas sem perder de vista uma perspetiva globalmente europeia, como refere o lema adotado: “Da Europa – Para a Europa”. 

Esta aprovação é “o resultado da excelência do projeto apresentado, da aposta na internacionalização, na investigação, na inovação pedagógica e no relacionamento com a região”, considera o presidente do IPS, Pedro Dominguinhos, reconhecendo a especial relevância que o E³UDRES² assume na estratégia de fortalecimento da interculturalidade da instituição que dirige.

Ao longo destes três anos de trabalho, e com um impacto que perdurará para além deles, espera-se um alargamento da dimensão geográfica das atividades de ensino e investigação, bem como um reforço do desenvolvimento de projetos em equipas internacionais e da internacionalização do currículo.