O Porto de Setúbal aposta cada vez mais em crescimento inteligente baseado em investigação, desenvolvimento tecnológico e inovação aplicada. Mormente em projetos que influenciem e promovam crescimento sustentável, inclusivo no fundo que aportem vantagens competitivas tangíveis.

No âmbito do 7º Programa Quadro participou no mais moderno projeto europeu de segurança e transparência das cadeias logísticas globais.

Este projeto de demonstração e de inovação designado por CASSANDRA, Common Assessment and Analysis of Risk in Global Supply Chains, visou incrementar a eficiência das “cadeias logísticas – confiáveis” por via da visibilidade e da cooperação entre atores dessas cadeias.

Dotado de 15 milhões de euros de orçamento e constituído por um consórcio de cerca de 30 entidades parceiras oriundas de múltiplos campos do conhecimento, (Alfândegas, Universidades, centros de investigação, Administrações Portuárias, fornecedores de IT, etc) investigaram conjuntamente formas de agilizar os fluxos internacionais de contentores.

Selecionaram-se 3 corredores de abastecimento utilizados como “demonstradores reais”, “Living – Labs” ligando: Asia à Europa; Europa aos EUA; Africa à Europa nos quais foi possível evidenciar que a cooperação e a partilha de informação credível entre entidades públicas e privadas assentes na harmonização tecnológica e na confiança mútua favorece o equilíbrio entre a facilitação comercial e a seleção criteriosa dos contentores de maior risco.

No âmbito das respetivas competências para além da GMV parceira tecnológica promoveu-se ainda a articulação local com a AT, com a AICEP, com a SADOPORT, agência de navegação Orey, TARROS Line, diversas empresas exportadoras, empresas transportadoras, Autoridade Marítima e Autoridade de saúde.

Este projeto permitiu ao porto de Setúbal partilhar know-how e tecnologia inovadora que poderá ser particularmente útil quando aplicado às cadeias logísticas nacionais e em particular se alargada ao espaço geopolítico da CPLP.

Num período de mudança, no qual cada vez mais as questões se colocam num âmbito supranacional avizinham-se novos projetos prioritários no Espaço Atlântico, assentes nos desafios definidos para a Europa em 2020 e ainda no espaço de cooperação territorial.

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