A reunião do executivo da Câmara Municipal do Montijo, realizada no dia 7 de janeiro, ficou marcada por uma declaração do presidente Nuno Canta relativa à reprovação do Orçamento Municipal para 2015.

No período antecedente à ordem de trabalhos, o presidente da Câmara Municipal do Montijo afirmou que “como um náufrago, a oposição agarrou-se, em grupo, a uma boia de salvação: votar contra o Orçamento para 2015. Não quiseram saber se tínhamos ou não contemplado as suas próprias propostas, não quiseram saber dos trabalhadores municipais, da Escola Pública e da manutenção dos espaços públicos. Não quiseram saber dos interesses desta terra, não quiseram saber dos montijenses”.

O autarca prosseguiu a sua intervenção relembrando que “o executivo municipal passou o ano de 2014 com as contas em dia, sem faturas vencidas a fornecedores e empreiteiros; reduziu as dívidas de médio e longo prazo em mais de 1 milhão de euros; pagou integralmente o PAEL, as dívidas à Amarsul e à AMRS; baixou o IMI e o valor de retenção de IRS; isentou de Derrama as pequenas e médias empresas; realizou obras de pavimentação; substituiu condutas de abastecimento de água; construiu condutas de saneamento; recuperou a manutenção dos espaços verdes e jardins da cidade; melhorou a limpeza do concelho e realizou uma diversidade de atividades culturais”.

“Perante estes resultados que tenho a certeza que orgulham todos os montijenses, é inaceitável que os vereadores da oposição teçam comentários baseados em mentiras e falsidades políticas, desprestigiando estas Câmara, a política local e as regras da democracia”, afirmou.

No final da sua intervenção, Nuno Canta classificou o comportamento da CDU e do PSD no processo de reprovação do Orçamento Municipal para 2015 como “imoral quanto aos fins, porque esqueceu completamente o interesse público do Montijo em dispor de um instrumento de gestão financeira. E são estas forças políticas e a sua aliança, os únicos responsáveis pelo Município do Montijo não dispor, hoje, de um orçamento viabilizado”, concluiu.