O presidente da Distrital de Setúbal do PSD e deputado, Bruno Vitorino, acusou ontem as câmaras comunistas da região, com excepção de uma, de venderem uma imagem de autarquias modelo, mas serem uma “desgraça” ao nível da gestão, acumulando “dívidas atrás de dívidas”. O dirigente social-democrata, na sua intervenção na tomada de posse da Comissão Política do PSD de Alcochete, disse que o PCP “paga tarde e a más horas aos fornecedores, faz a festa com o dinheiro dos outros e endivida-se sem se preocupar com o futuro”. “Recorrem a todos os programas de financiamento que vários governos vão criando para poderem pagar dívidas acumuladas. Aumentam todos os impostos municipais, sobrecarregam os munícipes por causa da sua gestão irresponsável. Mas a culpa é sempre do Governo, que atenta contra o poder local democrático, nunca deles”, critica. O secretário-geral do PSD, Matos Rosa, sublinhou que não foi o PSD que deixou Portugal à beira da bancarrota e que deixou o país perder a soberania financeira. “Mas foi o Partido Social Democrata que resgatou a independência financeira”. “É tempo de virar a página. Apostar no crescimento económico e na criação de emprego”, aponta. Matos Rosa deixou ainda alguns recados ao PS, referindo que “os portugueses precisam de partidos políticos fortes, porque sem eles não há democracia. A melhor forma de um partido estar ao dispor da sociedade é colocar os interesses colectivos acima dos interesses privados”. “No nosso partido estamos todos a remar para o mesmo objectivo. Ao lado dos portugueses”, acrescenta. O novo presidente do PSD de Alcochete, Vasco Vitória, aponta como principais objectivos “trazer mais-valias para a população e implementar projectos para o desenvolvimento do concelho”.

 

Distrital de Setúbal do PSD

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