Visando a reflexão e troca de ideias sobre oportunidades de formação e emprego tradicionalmente masculinas, integradas em atividades da economia do Mar, realizou-se, no dia 27 de Abril, na Casa da Baía de Setúbal, o Workshop Profissões de Mar no Feminino. A iniciativa foi promovida pelo Soroptimist Clube de Setúbal, associação internacional sem fins lucrativos que desenvolve projetos junto da comunidade, essencialmente nas áreas da saúde, educação e women empowerment.

 

Do painel de abertura, fizeram parte representantes das entidades parceiras, que apresentaram a respetiva oferta formativa e, por outro lado, souberam atrair os jovens e adultos que constituíram grande parte da audiência, interessada em conhecer melhores oportunidades profissionais e de formação ligadas ao Mar. Estiveram presentes Fernanda Pestana, vice-presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Helena Álvaro Escola Profissional de Setúbal, presidente do Conselho Diretivo da Escola de Formação profissional, Inês Falcão, coordenadora do For-Mar Núcleo Regional de Lisboa e Alentejo, José Meneses Luís, diretor do Centro de Emprego e Formação Profissional de Setúbal, e Fátima Évora, presidente do Soroptimist Clube de Setúbal.

 

Seguiu-se um enquadramento ao tema “Desafios e oportunidades da Economia do Mar”, por Miguel Marques, partner da PwC, que traçou um retrato realista das atividades económicos do sector e falou das tendências internacionais, tendo por base os resultados da última edição do LEME – Barómetro PwC da Economia do Mar, uma ferramenta que caracteriza, anualmente, a atual situação dos recursos do Mar, assim como as suas perspetivas de evolução no futuro.

 

Da mesa redonda, fizeram parte mulheres de reconhecido sucesso profissional – Laura Rodrigues, general manager da OPDR Iberia, Raquel Gaspar, bióloga marinha gestora da Cooperativa Ocean Alive, Cristina Alves, Cmdt da Marinha Mercante e CEO da Portline Bulk International, e Maria da Luz Santos,  general manager da Rebonave –  que partilharam diversos e interessantes momentos das suas experiências profissionais, incluindo relatos sobre o modo como as oradoras encararam situações problemáticas de falta de equidade de gênero.

 

A título de conclusão, refira-se que terão ficado evidentes (1) a emergência de oportunidades profissionais ligadas ao Mar, concretamente na fileira alimentar e no turismo náutico, (2) a disponibilidade por parte das entidades para criação de novas ofertas formativas ligadas ao Mar, (3) a correlação positiva entre produtividade e skill mix teams, ie com diversidade de gênero, etária e de competências e (4) a necessidade de valorizar quem faz bem e ousa arriscar, empreendendo a transformação de uma ideia num projeto que ofereça valor e traga retorno económico.

 

Soroptimist International Clube de Setúbal

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