Projeto piloto de recolha porta a porta arranca dia 20

A primeira fase do projeto piloto de recolha de resíduos porta a porta já está a ser implementada, na urbanização Vila Serena e no Bairro Lencastre, em Pinhal Novo, abrangendo 300 moradias. 

A família Gomes, de Vila Serena, uma das participantes, recebeu os respetivos contentores no dia 9 de julho, num ato simbólico que serviu também para fazer a apresentação pública do projeto. 

A distribuição de contentores e informação às famílias, com a colaboração da Biorumo, teve início no dia 6 de julho. Cada agregado familiar recebe três contentores de 120 litros: cinzento para a deposição de resíduos indiferenciados, amarelo para embalagens plásticas e metálicas e azul para cartão e papel. O vidro continuará a ser colocado nos vidrões existentes na via pública, para evitar os incómodos causados pelo ruído que a recolha deste resíduo provoca.

A recolha através deste novo método inicia-se a 20 de julho, à porta das habitações, em dias pré-marcados, com vantagens para as/os moradoras/es, que não terão de se deslocar. Os benefícios são também para o espaço público, já que os contentores comunitários e as respetivas gares vão ser retirados, libertando os passeios para os peões e evitando situações de deposição indevida de resíduos.

O projeto tem já prevista uma segunda fase, que arranca no último trimestre deste ano, abrangendo mais 600 moradias do Bairro Padre Nabeto, em Aires, e na urbanização Portais da Arrábida, em Quinta do Anjo. O investimento municipal, que é significativamente mais elevado que no sistema de recolha comunitária, será compensado pelos benefícios para todas as partes envolvidas: as famílias, o Município de Palmela e a Amarsul.  Prevê-se, depois, o alargamento faseado a outros núcleos urbanos do concelho.

Benefícios para todos

Para o casal Rosa e Agostinho Gomes e as três filhas, que deram rosto a este novo projeto, «as expetativas são as melhores». Todos consideram que este é «um incentivo para aumentar a reciclagem» e é também importante por «dar mais responsabilidade às pessoas».

O Presidente do Município, Álvaro Balseiro Amaro, deixou-lhes um agradecimento e mostrou-se «muito entusiasmado com a adesão» por parte das famílias. Álvaro Balseiro Amaro lembrou que Palmela tem «um território extenso, com uma enorme dispersão» e, por isso, a recolha dos resíduos indiferenciados é, para o Município, «um desafio enorme». Para superá-lo da melhor forma, é necessário, por um lado, sensibilizar as/os cidadãs/ãos «para a mudança de comportamentos e para se envolverem neste desígnio» e, por outro, «ousar experimentar todos os processos que existem». Por isso, acredita, este projeto «é fundamental», colocando as/os munícipes como «cogestores» dos resíduos que produzem.

A urbanização Vila Serena e o Bairro Lencastre foram escolhidos para a primeira fase por serem já «bairros consolidados, que permitem testar melhor este processo», mas o Presidente não tem dúvidas de que «este é o caminho» e o objetivo é «estender este processo a muitas mais localidades e bairros do concelho».

Sandra Silva, Presidente da Comissão Executiva da Amarsul (entidade responsável pela recolha seletiva de resíduos na Península de Setúbal), mostrou-se «bastante satisfeita» por este «culminar de um processo de colaboração muito próximo entre a Amarsul e o Município», que tem também como objetivo «aumentar a quantidade de resíduos entregues para recolha seletiva». A Amarsul tem como meta, até ao final de 2020, atingir os 45 kg de resíduos recolhidos por habitante e por ano. Este método de recolha porta a porta tem permitido atingir valores na ordem dos 65 kg / habitante / ano.

«Parabéns ao Município por ter avançado com esta opção e que seja o início de um processo mais abrangente e com sucesso», desejou Sandra Silva.