Foi numa conferência de imprensa realizada na manhã do dia 22 de dezembro, nas instalações dos Transportes Coletivos do Barreiro, que o presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia, e o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho (também presidente do Conselho de Administração dos TCB), acompanhados pelos vereadores Miguel Canudo, da Moita, e Rui Lopo, do Barreiro, e também pelos presidentes da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, Manuel Graúdo, e da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, Nuno Cavaco, justificaram o atraso no início da circulação dos Transportes Coletivos do Barreiro – TCB no concelho da Moita, previsto para este mês de dezembro: uma providência cautelar interposta pelos Transportes Sul do Tejo.

Apesar desta contestação, Rui Garcia, Presidente da Câmara da Moita está convicto de que os municípios têm a razão jurídica do seu lado e que rapidamente os TCB’s estarão a circular no concelho da Moita: “Para nós, as razões dos TST prendem-se com o seu interesse próprio, de defesa do seu negócio; mas o nosso ramo é outro, é o de defesa da população, dos seus interesses”. O serviço que os TCB’s irá prestar no concelho da Moita vem, de acordo com Rui Garcia, “acrescentar e não substituir oferta dentro do nosso concelho, melhorando significativamente a mobilidade da nossa população”.

Apesar do compasso de espera pela decisão do Tribunal, o vereador da autarquia da Moita, Miguel Canudo, garantiu que o processo não está parado. “Continuamos a trabalhar no terreno, nomeadamente na colocação das novas paragens que irão servir a nossa população”, frisou.

“Não podemos para já assumir o compromisso que tínhamos com as pessoas, mas será apenas uma questão de tempo”, garantiu Carlos Humberto de Carvalho, acrescentando que “os quatro órgãos autárquicos aqui presentes (Câmaras Municipais da Moita e do Barreiro, Junta de Freguesia de Alhos Vedros e União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira) estão empenhados em servir a população, em melhorar a sua qualidade de vida e levar mais longe o serviço público. Para nós, isto é que é importante, tudo o resto é acessório”.

O vereador da Câmara do Barreiro Rui Lopo reforçou: “mantemos a intenção de prestar este serviço ao concelho da Moita. Contestámos a Providência Cautelar dos TST com base no novo regime jurídico do serviço público de transportes de passageiros e esperamos que durante o mês de janeiro de 2016 haja novidades sobre este processo”.

De referir que, com o novo regime jurídico do serviço público de transportes de passageiros, passou a ser possível aos Municípios, enquanto autoridades de transportes nos seus territórios, definir as redes de transportes públicos, permitindo, assim, que os municípios do Barreiro e da Moita possam gerir a rede de transportes públicos de forma articulada, com benefícios para as populações que passam a usufruir de uma rede de transporte público urbana, assegurando o acesso a serviços, escolas, comércio, e interligada com o sistema intermodal de transportes da Área Metropolitana.

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