Proximidade

Estar próximo dos eleitores deve ser a base da acção política. Pensar o futuro, ter profundidade ideológica, construir grandes planos teóricos, são pressupostos importantes e devem, igualmente, fazer parte da acção política. Mas é junto das pessoas, de quem está na rua, de quem conhece a realidade, que deve estar a base. Um político que não conheça a realidade da sua rua, do seu bairro, da sua cidade, não conseguirá nunca atender às reais necessidades e prioridades dos cidadãos.

Na realidade actual, e principalmente na política local, o idealismo e o dogmatismo ideológico não são compatíveis com o bom cumprimento das necessidades dos municípios e dos seus munícipes. As necessidades mais prementes, bem como os imprevistos – seja um cano que rebentou, uma rotunda que é urgente ou uma passadeira mal colocada – não se coadunam com grandes planos ideológicos, pensados puramente no plano teórico e sem ter em conta a realidade e as necessidades. Cada rua, cada bairro, cada cidade, tem as suas urgências, necessidades e características.

Isto não significa, porém, que devamos pôr de parte os nossos valores e a nossa ideologia. Devemos, sim, saber ouvir as necessidades e adequar as respostas aquilo que é o nosso plano de acção, a nossa visão para a sociedade. Manter a coerência entre aquilo que pensamos e defendemos e os anseios e necessidades dos eleitores é o maior desafio do político.

Saibamos ouvir e encontrar esse equilíbrio e coerência e o caminho para o sucesso da acção política estará mais perto.

 

Hélder Leal Rodrigues

Presidente da JP Barreiro

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