Foi, no emblemático, largo do pelourinho, em Alhos Vedros, que decorreu a apresentação da lista candidata pelo Partido Socialista à Junta desta freguesia, liderada por Mónica Fernandes.

O evento, que teve lugar no último sábado, contou com a presença do Presidente da Federação de Setúbal do PS, António Mendes, da Deputada à Assembleia da República e candidata à Assembleia Municipal da Moita, Eurídice Pereira, do Presidente da Concelhia da Moita do PS, Carlos Albino, do candidato à Câmara da Moita, Luís Chula, do presidente da Juventude Socialista da Moita, João Palma e da Presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do Distrito de Setúbal, Ana Santos.

António Mendes começou por felicitar a cabeça de lista à Junta de Freguesia de Alhos Vedros e toda a sua equipa e realçou que o essencial desta candidatura deverá ser a preocupação “em propor para esta terra, aquilo que podem cumprir na autarquia”. “Isso é mesmo muito importante porque, em política, aquilo que é mais importante é a relação de confiança que nós devemos estabelecer entre os eleitores e o poder político”, salientou.

Eurídice Pereira enalteceu o facto de, mais uma das apresentações ser feita no espaço público, um local que considera ser de “liberdade”. “Nós não temos medo, daí que, qualquer espaço para nós, seja um espaço de liberdade e um espaço de afirmação”.

A deputada falou ainda da importância de se dar expressão à “alternativa, uma das condições mais caras da democracia” que, no seu entender, só poderá ser “protagonizada pelo PS”. “Temos que colocar um ponto final a uma arrogância de 40 e tal anos e fazer entrar uma outra lógica, mais livre, mais aberta, mais cuidada, quer com as pessoas, quer com o território”, afirmou.

Eurídice Pereira voltou ao tema da abstenção e falou de uma “grande mentira” criada pela CDU. “As pessoas do concelho estão há muito tempo intoxicadas com uma grande mentira, que tem a ver com o facto de se ouvir, ano após ano, de que a CDU tem a faca e o queijo na mão. Não é verdade. O concelho da Moita tem uma população de largos milhares de pessoas com mais de 18 anos, mas o facto é que, apenas 40 por cento, dessas pessoas, sempre que são eleições autárquicas, se deslocam às urnas. Os outros 60 por cento ficam em casa. Mas não podem ficar. Não é uma inevitabilidade termos aqui e CDU em estado de permanência, antes que isto se transforme numa ditadura de esquerda. Nós queremos liberdade no concelho da Moita e por isso, o dia um de Outubro é muito importante para darmos o passo decisivo”.

Ana Santos, seguiu a mesma linha crítica, afirmando que “uma autarquia socialista, é uma autarquia que pensa, age e defende os seus e os alhosvedrenses já sabem o que é ter um município comunista, que tem agrilhoado o concelho da Moita e as suas gentes à cauda do distrito”, apelando ao voto da mudança em Outubro próximo.

Para o Presidente da JS da Moita, João Palma, “falta, por parte do poder local, tanto da Junta de Freguesia, como da Câmara, uma visão para Alhos Vedros”, acrescentando que “este é um poder que nunca soube valorizar, de forma digna, o património histórico, arquitetónico e arqueológico que tem sido desprezado e, até, nalguns casos, destruído.”

João Palma considera ainda que, este mesmo poder “não cuidou da relação de Alhos Vedros com o rio, como podemos constatar pelo estado em que se encontra o Cais do Descarregador, um espaço belíssimo, com possibilidades por explorar”, salientando, também que é “urgente uma requalificação do Parque das Salinas”.

Carlos Albino falou da importância de mudar o presente, mas afirmou ter consciência de que o caminho não é fácil. “Sabemos que existem constrangimentos, que existem dificuldades, mas não existe maior limitação que aquela que é imposta por aqueles que, por incompetência ou deformação ideológica, não nos têm permitido alargar horizontes e crescer”, acrescentando que é possível fazer mais e melhor. “Coloquemos de lado o fatalismo, é preciso dizer basta aqueles que dizem não ter condições de fazer melhor. É preciso as pessoas certas nos locais certos e, por isso, devo dizer que é com enorme satisfação que o Partido Socialista apoia a Mónica Fernandes e a sua equipa para a este grande desafio”.

A reabilitação urbana, foi um dos pontos principais da intervenção de Luís Chula que, considera ser fundamental para esta freguesia. “Está definida e regulamentada a Área de Reabilitação Urbana de Alhos Vedros e são conhecidos os benefícios que os proprietários podem recolher das ajudas estatais e do próprio município. No entanto, poucos os conhecem e entendemos que mais poderia ser feito, nomeadamente, a nível de informação”. Por isso, O candidato à Câmara da Moita admite que o PS pretende “abrir um gabinete que não se limite a esperar que lá vão fazer perguntas. Nós preconizamos que os técnicos desse gabinete vão ao encontro dos proprietários e os incentivem a encontrar soluções para que procedam à reabilitação das suas propriedades”, referindo ainda que “connosco será o município o primeiro a recuperar o seu património, para dar o exemplo.”

A degradação do Palacete dos Condes de Sampayo, a vandalização do Palacete da Fonte da Prata, o mau aproveitamento do Parque das Salinas e a urgente requalificação do Cais do Descarregador, foram alguns dos pontos que mais críticas receberam por parte de Luís Chula. Mas não só. “Os bairros da Zona Sul terão de deixar de ser dormitórios e passarem a ter vida própria, reativando o comércio, incentivando-o a modernizar-se e a ampliar o seu horário tradicional”, salientou, acrescentando que “a Barra Cheia não está fora do nosso horizonte e o largo fronteiro à igreja, com diplomacia e diálogo franco, encontraremos as desejáveis parcerias para benefício da população local.”

Mónica Fernandes, a cabeça de lista escolhida pelo Partido Socialista para liderar a lista candidata à Freguesia de Alhos Vedros, reforçou a ideia de que esta é uma candidatura “composta por um conjunto de pessoas, uns militantes do PS e outros independentes, imbuídos de um espírito de missão em relação à nossa terra e que, decidiram juntar esforços e vontade de trabalhar em prol desta freguesia. E é com esse objectivo que estamos juntos… juntos por Alhos Vedros”.

A candidata quis ainda enumerar alguns pontos do seu programa eleitoral que considera ser da “maior importância” para o desenvolvimento da freguesia. “Vamos reivindicar mais competências para a Junta, para que esta possa desenvolver mais trabalhos junto da comunidade e de forma mais eficiente. Queremos sensibilizar a Câmara e o Porto de Lisboa, no sentido de se proceder ao aproveitamento das margens do rio para que, estes locais, se possam tornar mais aprazíveis. Pretendemos, ainda, reivindicar junto da autarquia para que proceda à reabilitação do Parque das Salinas e do Cais do Descarregador, assim como do Palacete existente, com o seu consequente aproveitamento para fins que dignifiquem a freguesia. É ainda, muito importante para nós, que haja mais dinamismo na limpeza e tratamento dos espaços verdes da nossa freguesia”, rematou.

 

 

O Secretariado da Concelhia da Moita do Partido Socialista

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