Na passada Sexta-Feira, o Tribunal de Contas publicou um relatório com o resultado da auditoria que efetuou à gestão da Câmara Municipal do Seixal, que a CDU (liderada pelo PCP) governa desde sempre com maioria absoluta.

A conclusão é que os novos edifícios da Sede e Serviços Operacionais da Câmara Municipal do Seixal custarão 172M€ (entre rendas exorbitantes e opção de compra), questão para a qual o Partido Socialista vem alertando desde sempre nas Sessões de Câmara, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesias.
O Tribunal diz que o futuro do Seixal foi hipotecado, que “se ultrapassou em muito, todos os limites legais de endividamento de médio e longo prazo, que houve uma fuga ao regime jurídico do contrato de empreitada de obra pública, que estamos perante a violação do princípio da economia, na forma continuada, e que da celebração destes contratos resultou, e pode ainda vir a resultar, dano para o erário público municipal”.
De referir que o próprio Tribunal de Contas já enviou o relatório para o Ministério Público para que se apurem responsabilidades.
Já aquando da recente publicação do Anuário Financeiro dos Municípios, as suspeitas sobre a gestão ruinosa, tinham sido levantadas, pois o Seixal é considerado o 7° município a nível nacional com o maior passivo, 83.270.265€. É também o 7° município de todo o país que paga mais juros, mais precisamente 2.974.340€ anuais, e é também o 7° município que tem o maior volume de despesa paga em pessoal, mais concretamente 32.827.140€, isto à frente de Câmaras com mais pessoal, o que é um indicador de salários elevados. E para finalizar, é considerado o 5° município do país, que tem o maior peso de receitas provenientes de impostos e taxas, ou seja, o 5° que mais depende de impostos e taxas para sobreviver.
Para se ter uma real dimensão do problema, era o mesmo se o Governo agora decidisse fazer uma Sede que custasse mais de 2 vezes a totalidade da dívida pública.

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