O auditório da Biblioteca Municipal da Moita encheu-se, na última sexta-feira, para a apresentação pública da candidatura de Luís Chula à presidência da Câmara Municipal da Moita e dos seus nove vereadores (Isabel Catarino, António Costa, Edgar Cantante, Cátia Nunes, Dulce Marques, Pedro Aniceto, Filomena Ventura, e Carlos Albino), bem como de Eurídice Pereira, candidata à Presidência da Assembleia Municipal e da sua lista, totalmente paritária (27 homens e 27 mulheres), e ainda dos cabeças de lista às Assembleias de Freguesia: Daniel Justo, (Baixa da Banheira e Vale da Amoreira), Fabrício Pereira (Moita), Marta Silva Jobling (Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos) e Mónica Fernandes (Alhos Vedros).

Presentes, entre as dezenas de militantes e simpatizantes do PS, estiveram os deputados Sofia Araújo e André Pinotes Batista, o Dirigente Nacional do PS e ex Presidente da Federação Distrital de Setúbal, Vítor Ramalho, a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, o Secretário de Estado da Educação, João Costa, que discursou como orador convidado, e o Presidente da Federação Distrital de Setúbal do PS, António Mendes.

Ana Catarina Mendes, Secretária Geral Adjunta, na impossibilidade de estar presente na cerimónia, enviou uma mensagem de apoio onde elogiou Luís Chula descrevendo-o como “um grande socialista, um grande autarca e um grande defensor do concelho da Moita”. Deixou ainda uma palavra especial a Eurídice Pereira, candidata à presidência da Assembleia Municipal, dizendo que além de ser “uma grande socialista e uma grande mulher” é ainda “uma mulher determinada, competente e de uma grande seriedade pessoal e política”.

O primeiro a discursar foi António Mendes que centrou o seu discurso à volta de um tema unânime entre todos os oradores: a elevadíssima abstenção no concelho da Moita que, nas últimas eleições autárquicas, chegou mesmo aos 60 por cento.

Carlos Albino, presidente da Comissão Política Concelhia da Moita, lançou duras críticas ao executivo camarário afirmando que “este executivo quando confrontado com as críticas escuda-se sempre nos argumentos da falta de pessoal e falta de recursos financeiros” relembrando que “são os mesmos que ou votam contra as propostas e recomendações que apresentamos ou quando as aprovam, logo em seguida aplicam-lhes o veto de gaveta”.

Críticas estas reforçadas por Eurídice Pereira que apontou o dedo à inércia com que o PCP tem governado o concelho nos últimos 41 anos. “A desertificação não existe só no interior do país. Existe em alguns dos municípios como este a que nos apresentamos. Não que o Município não tenha pessoas. Tem e mais de 60 mil. A desertificação é de outra ordem (…) é de ideias e de desenvolvimento em solidariedade”. Mas a Candidata à Assembleia Municipal vai ainda mais longe. “Lamento dizê-lo, mas o PCP fez deste concelho um município velho, de casas que mais parecem um vasto albergue residencial, sem vida própria, carente de tudo o que possa respirar bem estar”.

Eurídice Pereira volta ainda ao tema da abstenção e apela aos eleitores do concelho para que, no próximo dia 1 de Outubro, vão votar. “O facto do concelho ser daqueles onde a abstenção nas autárquicas atinge valores inaceitáveis, diz tudo sobre a forma como o executivo está distanciado dos eleitores. São apenas 40 por cento, os votantes que vão às urnas. Se virmos bem, o PCP é maioria absoluta neste município com menos de um quinto dos eleitores inscritos”. “Sabemos bem, pelo que se passa nas legislativas, que se os eleitores fossem, nas autárquicas, votar, o PCP há muito que não governava os destinos do concelho da Moita. É importante que isto seja repetido à exaustão e deve ser pedido, sem complexos, aos eleitores, que vão votar.”

A candidata quis ainda reforçar a ideia de que, com o PS, a Assembleia Municipal “deixará de ser o guarda costas acrítico da Câmara Municipal” para passar a ser “a casa da cidadania”, defendendo “um funcionamento mais aberto” e a “participação informada dos cidadãos e das suas organizações.”

Na última intervenção da noite, Luís Chula volta a fazer da abstenção no concelho, uma tónica dominante. Contudo, foi em propostas concretas que assentou o seu discurso sem, no entanto, deixar de apontar o dedo ao PSD local e às propostas que este partido tem vindo a apresentar. “Não é só agora que dizemos que o Município deve devolver parte do IRS que cada um de nós desembolsa. Não é só agora que demonstramos a necessidade de um Orçamento Participativo recolhendo, sem artifícios, as propostas das populações e o veredito da sua votação. Não é só agora que vimos propor um Provedor do Munícipe”, afirmou.

Por outro lado, o Candidato à Presidência da Câmara da Moita, relembrou que “a candidatura “Por um Concelho MELHOR” quer alavancar o Concelho no contexto da Península de Setúbal e da Área Metropolitana de Lisboa”, potenciando “a vasta frente dos 20 quilómetros ribeirinhos, colocando o rio para fruição e lazer, ao mesmo tempo que se criem oportunidades à promoção turística”.

Luís Chula quis ainda, no final do seu discurso, deixar uma nota de respeito e confiança para com os trabalhadores municipais. “Nós sabemos que a formação profissional não chega a todos. Sabemos a sobrecarga de trabalho que existe em muitas funções. Sabemos que a organização dos serviços tem muito para melhorar e que são alvo de críticas por razões que não dependem de vós. Queremos que saibam que podem contar connosco e que têm o nosso maior respeito”.

 

O Secretariado da Concelhia da Moita do Partido Socialista

Partilhe esta notícia