O líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal do Montijo, João Afonso, acusa o presidente da autarquia, Nuno Canta, de “esconder os custos de uma gestão deficiente” dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) na fatura de água dos munícipes.

Após uma análise às contas dos SMAS do Montijo, o social-democrata entende que “há má gestão”, o que se reflete num prejuízo de “cerca de 200 mil euros”, apesar do concelho ter um custo de captação muito baixo, devido à abundância de água.

Aliado a este facto, João Afonso aponta ainda várias debilidades, como a rede de água, que é uma “das piores do pais, com muitas falhas de abastecimento”, e do investimento na rede ser “praticamente nulo”.

O PSD do Montijo cita os relatórios de gestão dos SMAS, para defender que anualmente são captados “mais de 4,1 milhões de metros cúbicos de água e são faturados menos de 2,8 milhões de metros cúbicos, traduzindo elevadas perdas – 1/3 da água”.

De acordo com a ERSAR, entidade que regula o sector da água e resíduos, verifica-se que “a água não faturada no Montijo é da ordem dos 43%, praticamente 10% acima dos valores verificáveis dos elementos constantes no relatório dos SMAS”.

“Esta é uma prova da falta de rigor e de credibilidade das contas”, sublinha João Afonso, adiantando ainda que “o município não contabiliza grande parte dos seus consumos, pois não existem contadores em vários jardins e locais públicos, e existindo locais com contador em que a água consumida não é paga. Como grande parte da água que entra na rede não é medida nos contadores, e é perdida no sistema, revelando-se os SMAS incapazes de saber quanta água foi utilizada em regas, em outros consumos, ou desperdiçada nas frequentes fugas da canalização deficiente da rede.”

O social-democrata diz ainda que as perdas de água “são, efetivamente, diluídas nas contas da água paga pelos munícipes, escondendo-se este facto da população”.

Esta é uma situação que preocupa os autarcas do PSD, pois resulta num grande custo económico e social para os Munícipes.

“A incompetente gestão da água no Montijo tem um custo acrescido para os consumidores”, conclui João Afonso.

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