Recentemente, o Governo aprovou 1500 estágios no âmbito do Programa de Estágios Profissionais na Administração Local (PEPAL). Foram apresentadas 2640 candidaturas por parte das Câmaras Municipais e Entidades Intermunicipais, nas quais se destaca a ausência da Câmara Municipal de Alcochete.

Este programa tinha como destinatários os jovens licenciados que se encontravam em situação de desemprego ou à procura do primeiro emprego, até aos 29 ou 35 anos, estes no caso de possuírem algum grau de deficiência.

O custo anual dos estágios situa-se na ordem dos 14,5 milhões de euros, sendo que o estagiário recebe, durante um ano, uma bolsa mensal de 691,7 euros, acrescida de subsídio de refeição e seguro. O projecto é co-financiado em 92% por fundos comunitários associados ao Programa Garantia Jovem e os restantes 8% pelas entidades responsáveis pelas contratações.

Trata-se de uma oportunidade de estágio que visa, no fundo, reforçar os conhecimentos, a preparação e as possibilidades de integração dos jovens no mercado de trabalho.

De sublinhar que em Janeiro de 2015, Alcochete tinha 885 desempregados, dos quais 290 eram jovens até aos 34 anos de idade. Cerca de 43 desempregados ainda estavam à procura do primeiro emprego. Além disso, no total das inscrições no Centro de Emprego, 123 pessoas possuíam o ensino superior como habilitação académica.

Lamentavelmente, a falta de estratégia do executivo local levou a que a Câmara não se tivesse candidatado ao referido programa. Deste modo, os jovens, em Alcochete viram-se privados de aceder a tão importante iniciativa levada a cabo pelo Governo.

A JSD Alcochete não está de modo algum conivente com este tipo de situação. Os custos dos estágios eram reduzidos e os benefícios em termos económicos e pessoais para os jovens abrangidos seriam inúmeros. Havia toda a vantagem em que a Câmara tivesse concorrido uma vez que, desta forma, estaria a contribuir para a promoção do emprego jovem e valorização dos jovens no município.

As responsabilidades por esta omissão são da inteira responsabilidade do executivo municipal, a merecer censura pública. Contudo, espera a JSD, revendo-se no sentimento geral dos jovens, que a ausência de candidatura ao referido programa não se repita e não se deva a eventuais questões de natureza política ou partidária. O que se regista é o facto de Alcochete não ter aproveitado o PEPAL, o qual tinha apenas como objectivo combater o desemprego jovem e ajudar na qualificação de recursos humanos a lançar no mercado de trabalho, seja ele público ou privado.

Por último, aqui se reafirma a necessidade de instituir o Conselho Municipal de Juventude, inexistente no Município e previsto em Lei, o qual daria certamente um inegável contributo para a adopção das mais adequadas políticas de Juventude em Alcochete e, neste caso específico, para que tal programa não fosse olvidado.

Infelizmente, uma vez mais, Alcochete ficou para trás.

 

Comissão Política da JSD Alcochete

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