O presidente da Distrital de Setúbal do PSD, Bruno Vitorino, afirma que se o Governo avançar com um aumento de imposto sobre o vinho de 13% para 23% no IVA, ou com uma taxa significativa do Imposto sobre o Álcool e Bebidas Alcoólicas (IABA), essa medida poderá ter consequências muito graves para todo o setor, provocando uma queda do consumo, que poderá levar inclusive à insolvência de empresas e de toda a fileira.

 

Na sequência de notícias de dão conta que o Governo está a estudar a hipótese de aumentar os impostos sobre o vinho, Bruno Vitorino afirma que esta decisão a avançar, terá “efeitos catastróficos para o setor”, que atualmente já está a ressentir-se da retração de dois mercados extremamente importantes para os produtores portugueses, Angola e Brasil.

 

“Esta é uma medida que para o distrito de Setúbal vai ser extremamente prejudicial, pois um dos produtos mais exportados na região é exatamente o vinho, com toda a qualidade e prestigio que se conhece”, sublinha.

 

Bruno Vitorino defende que este é um setor essencial para a região e para a sua economia, lembrando ainda que existem vários pequenos produtores que muito provavelmente teriam grandes dificuldades em sobreviver com este aumento de impostos.

 

O deputado Pedro do Ó Ramos critica duramente o Governo, pois a promessa de não aumentar impostos nunca foi cumprida.

 

“Verifica-se efetivamente que palavra dada não é de todo palavra honrada, pelo menos para este primeiro-ministro e para o seu Governo. Os impostos indiretos não param de aumentar. O Governo está à procura de tudo o que possa taxar para camuflar a sua incompetência ao nível da gestão financeira e económica do país”, realça.

 

O deputado do PSD espera que esta hipótese de aumento sobre o vinho “não se concretize, porque caso contrário, iremos ter uma grave crise no setor”.

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