A Distrital de Setúbal do PSD acusa do Governo de andar continuamente a prometer a construção do Hospital do Seixal, em vez de avançarem com os investimentos necessários nos hospitais que já existem na região.

Os social-democratas dizem que as promessas “sucedem-se”, mas que os problemasconcretos dos Hospitais de Setúbal, Barreiro e Garcia da Orta “continuam sem solução”.

“O Governo continua a prometer um hospital para o Seixal, mas o que temos assistido, éque mesmo antes de ser construído, esta unidade de saúde tem vindo a perder valênciasque inicialmente estavam previstas”, apontam.

No passado dia 29 de junho, foi assinada uma adenda ao “Acordo Estratégico de Colaboração” entre o Estado Português e o Município do Seixal, para a construção do Hospital do Seixal. Um acordo que teve como primeiro ato Agosto de 2009. Desde 2015 que o projeto tem vindo a ser inscrito nos Orçamentos de Estado e têm-se multiplicado as promessas da sua construção, tanto do Partido Socialista como do Partido Comunista.

“A unidade hospitalar que tem sido propagandeada como um Hospital, agora renomeado por Hospital de Proximidade do Seixal, será apenas um centro de saúde de maior dimensão que vê as suas valências serem reduzidas de 23 para 13 sem integrar o concelho de Sesimbra que era o que estava acordado inicialmente”, sublinha o secretário- geral da Distrital de Setúbal do PSD.

Bruno Vasconcelos lembra que o PSD sempre alertou que o que foi “anunciado e vendido durante anos não corresponde à verdade e o mesmo poderia ter sido solucionado há mais tempo, a bem da população do concelho do Seixal, com uma aposta nos cuidados de saúde primários, ou seja, equipando os Centros de Saúde com dotações realistas de profissionais, mais meios complementares de diagnóstico, com horários alargados de atendimento não programado, possibilitando assim uma rápida resposta aos utentes no Seixal e deixando os casos com critérios de urgência para o Hospital Garcia de Orta.”

Os social-democratas continuam a questionar como é que vai ser constituído o corpomédico do “tão prometido hospital do Seixal, tendo e conta que hoje em dia já existemvagas nos hospitais que não são preenchidas”.

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