O deputado do PSD, Bruno Vitorino, diz não compreender porque é que as aulas na Escola Secundária Alfredo da Silva, no concelho do Barreiro, ainda não recomeçaram, solicitando uma reunião imediata do Conselho Geral, afirmando que “se a realidade é hoje outra, não se percebe por que motivo este órgão não voltou a reunir para reavaliar a sua posição”.

Em visita realizada à Escola Secundária Alfredo da Silva, onde foi acompanhado por uma delegação do PSD e da JSD do concelho, o social-democrata referiu que se a situação evoluiu, se as obras estão a ser feitas em toda a área que poderia apresentar problemas, se a empresa que está a fazer as atuais obras oferece garantias técnicas e se a direção da escola já tinha decidido recomeçar as aulas na passada semana, mesmo com áreas condicionadas para garantir a segurança de todos, “não se percebe porque ainda há quem não queira recomeçar as aulas, continuando a prejudicar os alunos”.

Bruno Vitorino “estranha muito do que tem vindo a público e que não corresponde à verdade”, afirmando que quando o problema se colocou, o Ministério desbloqueou rapidamente a verba para a sua resolução, lembrando que “há regras e procedimentos que têm de ser cumpridos, que fazem com que as coisas demorem algum tempo a ser resolvidas”.

“Há um problema motivado por uma obra mal feita por uma empresa que já faliu. Esse problema tem de ser encarado e resolvido, como aliás a Direção da Escola tem tentado fazer. Garantindo a segurança de alunos, professores e funcionários, mas trabalhando para o resolver”, acrescenta.

O deputado do PSD salienta que a “politização dos problemas não só não os resolve como os agudiza, dividindo a comunidade escolar e criando ruído desnecessário, que prejudica a escola, os alunos e a comunidade”.

Bruno Vitorino realça que os alunos “não podem ser arma de arremesso” no jogo político. A discussão política “pode fazer-se sem que os alunos sejam prejudicados. É absurdo fazer-se este tipo de jogada nos dias de hoje”, acrescenta.

O social-democrata mostrou-se ainda se solidário com os professores e com a direção da escola, lamentando que a Câmara do Barreiro “não queira estar do lado da solução do problema”, exigindo ao ministério da tutela  a realização de uma vistoria técnica, conjuntamente com a empresa responsável, a ter lugar no final da obra.

 

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